PASSANDO A LIMPO

Senador Cristovam Buarque fala sobre impeachment, Bolsa Família e cenário político no Passando a Limpo

Geraldo Freire, Wagner Gomes e Laurindo Ferreira debateram sobre diversos assuntos da atualidade

Da Rádio Jornal
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Publicado em 16/12/2015 às 11:56
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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

No Passando a Limpo desta quarta-feira (16), os comunicadores Geraldo Freire, Wagner Gomes e o diretor de redação do Jornal do Commercio, Laurindo Ferreira, debateram os principais temas da atualidade. O senador Cristovam Buarque foi entrevistado no debate em que se se falou, dentre outras coisas, sobre repatriamento de dinheiro.

“Creio que apesar de alguma emendas colocadas, ainda é prova de uma grande tolerância, por isso votei contra. Por conta de alguns bilhões a gente começa a facilitar a vida de quem tem dinheiro sujo”, disse o senador. “O que me preocupa é que estamos começando a legitimar e legalizar o que é errado. Como a semana passada que teve o debate sobre a legalização do jogo. Estamos deixando de corrigir os problemas e criando regras novas que permitem o problema”, finalizou.

Sobre o programa Bolsa Familia, que teve origem quando Buarque foi governador de Brasília, o senador defendeu que “parar o Bolsa família é uma tragédia social. Na hora que cortar o programa, milhões de pessoas vão migrar para o Sul. Tirar 1/4 do programa, que significa 10 milhões de famílias ficarem sem bolsas, é demais. Porque não tiram isso de outro lugar? Há milhões de gastos que podem ser reduzidos. O governo está fazendo marketing com o Bolsa Família”.

A principal sugestão de Buarque para a economia brasileira é o corte imediato de recursos que são previstos em sacrifício fiscal. “Só no congresso a gente gasta R$ 5 bilhões por ano. Tem de onde tirar sim, por que o pobre que precisa do Bolsa Família é que vai ser sacrificado?”, completou.

Sobre o processo de impeachment, o senador defendeu que “tem que fluir. Vamos discutir, debater e ver se a presidente cometeu crime ou não. Não vamos dizer que é uma briga dela com Cunha”. Para ele, “Eduardo Cunha está fazendo deboche do Brasil inteiro. O impacto da operação de ontem é só aumentar a irritação do PMDB. Mais uma vez é uma manipulação, não é o governo Dilma que manda entrar na casa do Eduardo Cunha”.

Ouça abaixo o programa completo.

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