PROJETO NOVO RECIFE

Projeto Novo Recife é aprovado sob protestos

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Urbano, 21 votos favoráveis aprovaram a construção das torres comerciais e residenciais no Cais José Estelita

Da Rádio Jornal
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Publicado em 22/12/2015 às 15:39
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Foto: Divulgação


O Recife viveu nesta terça-feira (22) mais um capítulo da história do projeto urbanístico do Novo Recife. Em uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Urbano, 21 votos favoráveis aprovaram a construção das torres comerciais e residenciais no Cais José Estelita. A partir de agora, o Consórcio Novo Recife vai dar início ao processo burocrático de licitações para iniciar as obras do empreendimento.

Na reunião, a Central Única dos Trabalhadores e o Conselho Regional de Economia foram os dois únicos votos contra o projeto. Além deles, tiveram duas abstenções: uma do Iphan e outra do Conselho de Arquitetura e Urbanismo.

Para o secretário de mobilidade e controle urbano do Recife, João Braga, a aprovação do Novo Recife foi um ganho para toda a população. “Nós temos um conselho que aprovou o projeto, o que nos permitiu dar um avanço muito grande em relação a ocupação do terreno e ter 65% daquela área direcionada como área pública”, afirmou.

Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Urbano, integrantes do movimento Ocupe Estelita, em protesto à decisão, estiveram no térreo do prédio da Prefeitura do Recife e interditaram as duas vias da avenida Cais do Apolo.

O integrante do Ocupe Estelita, Leonardo Cisneiros, defende que a reunião foi completamente ilegal. “A gente continua achando que essa votação ilegítima, ilegal e imoral, não havia condições para liberação, inclusive faltam estudos do Iphan e o plano urbanístico está em juízo, o Mistério Público entrou com ação e a Polícia Federal está investigando o leilão (...) e pessoas do lado oposto ao projeto, não tiveram direito a fala”, afirmou.

Agora, o Consórcio Novo Recife tem cerca de um ano para dar entrada nos trâmites burocráticos para começar a construção do empreendimento. Mas, ainda é preciso a aprovação de projetos complementares em órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, CREA, e o Corpo de Bombeiros.

Confira a reportagem de Pedro Souza:

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