Médico especialista em reprodução humana fala sobre vacina contra a dengue e gravidez

Aurélio Molina defendeu que o risco de administrar esse tipo de medicamento no primeiro trimestre é muito grande

ENTREVISTA

Da Rádio Jornal

Foto: Reprodução/Internet

Nesta segunda-feira (28), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a venda da primeira vacina contra a dengue aprovada no Brasil. No Super Manhã desta terça-feira (29), para falar sobre o assunto, o comunicador Geraldo Freire conversou com o médico ginecologista Aurélio Molina, que é especializado em reprodução humana.

Embora liberada para comercialização Anvisa, ainda falta a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definir o valor de cada dose do medicamento, entitulado Dengvaxia, produzida pela francesa Sanofi Pasteur. Este processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo. Ainda não se sabe se a vacina será disponibilizada de graça pelo Sistema Único de Saúde.

Sobre o assunto, o ginecologista comentou que, assim como qualquer tecnologia, esse tipo de ação tem um potencial de eficiência, mas também tem um risco de maleficência. Molina também falou sobre as relações da vacina em gestantes. “Na minha opinião, que é a mesma de muita gente ao redor do mundo, no primeiro trimestre, não se deve aplicar nada, justamente para que não ocorra esse risco da maleficência que, caso ocorram neste período inicial, pode trazer repercussões catastróficas”, comentou.

Para Aurélio, sempre há riscos na administração deste tipo de medicamento. “A Organiazção Mundial de Saúde passou a defender que as vantagens superariam os riscos e que não haveriam riscos no primeiro trimestre. Isso não é verdade. Sempre há riscose não devemos cruzar a barreira da segurança neste período”, afirmou.

Ouça abaixo a entrevista na íntegra:

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