INCIDENTE

Investigação confirma que ataque de tubarão em Fernando de Noronha não foi motivado pela vítima

Este é o ataque de número 61 em Pernambuco, o primeiro registrado no Arquipélago de Fernando de Noronha

Da Rádio Jornal
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Publicado em 30/12/2015 às 14:51
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Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit), apresentou nesta quarta-feira (30), o resultado da investigação do caso do ataque de tubarão registrado na Baía do Sueste, em Fernando de Noronha, no último dia 21.

Foi concluído que a agressão não foi motivada pela vítima, o turista do Paraná, Márcio de Castro Palma da Silva, de 33 anos, que teve a mão e parte do antebraço direito arrancados pelo animal, enquanto mergulhava.

Após análise dos ferimentos nos braços e pernas, e relatos da própria vítima, especialistas apontam o tubarão da espécie tigre, como sendo o autor mais provável do ataque. O tenente coronel do Corpo de Bombeiro e presidente do Cemit, Clóvis Ramalho, detalha os motivos que podem ter contribuído para o incidente. “Não há nenhuma evidência de desequilíbrio, quantidade exagerada de turista. Óbvio que há alguns fatores envolvidos. A questão do horário, sozinha, a posição que ele estava que imitava uma tartaruga, a maré ainda estava alta”, destacou, dizendo que Noronha é totalmente segura.

Depois do ataque, algumas medidas foram adotadas na ilha, a exemplo do reforço na orientação aos frequentadores, atualização do levantamento dos riscos das praias e definição de horários para visitação da praia do sueste.

Cibelly Melo traz as informações:

O local também pode ganhar uma placa de alerta de ataques de tubarão parecida como as instaladas na praia de Boa Viagem, no Recife. A decisão deve ser tomada na próxima segunda-feira (4), como explica a analista ambiental e chefe substituta do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, Tainá Melo. “Nesse momento a praia está com visitação no horário restrito, das 10h às 15h, e adicionalmente a gente tornou obrigatória a contratação de um condutor de visitantes para acompanhar o turista que vai mergulhar no Sueste”, contou, explicando que essa restrição segue até o dia 3.

Este é o ataque de número 61 em Pernambuco, o primeiro registrado no Arquipélago de Fernando de Noronha. Já são 24 mortes, desde 1992.

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