DEBATE

Médicos comentam aumento de doenças relacionadas ao Aedes aegypti e combate ao mosquito

Apesar da grande mobilização de combate ao mosquito, os casos continuam aumentando

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 14/01/2016 às 13:07
Leitura:
Foto: Reprodução/ Internet

O país está assustado com os surtos de dengue, chicungunha e zika. O medo da Síndrome de Guillain-Barré e a explosão dos casos de microcefalia sob a análise de especialistas. O debate da Super Manhã recebeu Aurélio Molina, membro da Academia Pernambucana de Medicina, e os infectologistas Vera Magalhães e Heloísa Ramos.

Apesar da grande mobilização de combate ao mosquito que envolve toda a sociedade, o mosquito Aedes aegypti, agente transmissor das doenças, continua se propagando. “Com certeza tá faltando alguma coisa. Por que há trinta anos a gente tenta lutar contra esse mosquito e não consegue. Cada vez chegando mais doença relacionado a ele”, opinou a infectologista Vera, apontando ainda que os problemas sociais como moradia e saneamento afetam a situação.

Em locais onde existe problemas graves de abastecimento de água, o Aedes se aproveita dos recipientes que armazenam água de forma inadequada. “O mosquito quer água e as pessoas têm reservatórios de água. Como é um mosquito que tem os hábitos em água limpa, ele contamina esses reservatórios”, explicou doutora Heloísa.

O médico Aurélio Molina acredita que a situação só vai ser controlada com a chegada de uma vacina. “É um grande desafio, na minha opinião. Minha expectativa é que a gente só vai conseguir controlar isso com a chegada da vacina”, disse o médio Aurélio Molina, comentando que o processo de criação de uma vacina é demorado, em média 15 a 20 anos para a vacina ficar pronta.

Confira o debate completo:

Mais Lidas