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Após explosão e fuga, Governo do Estado decide reforçar o muro do Complexo Prisional do Curado

A previsão é de que a obra fique pronta até o final do primeiro semestre. De acordo com a Secretaria de Ressocialização, apenas um dos fugitivos continua foragido

Da Rádio Jornal
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Publicado em 25/01/2016 às 7:01
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Foto: Cortesia/Polícia Militar


A medida foi tomada pelo governador Paulo Câmara durante reunião com secretários na manhã desse domingo (24). A previsão é de que a obra, a ser paga com dinheiro público, fique pronta até o final do primeiro semestre.

A visita nas três unidades do Complexo Prisional do Curado ocorreu sem o registro de incidentes. Bem diferente do dia anterior quando uma explosão destruiu parte do muro da guarita, que fica na Rua Maria de Lourdes da Silva.

O fato no início da tarde e provocou um corre-corre entre os reeducandos e pânico nos moradores. Diversos vídeos estão sendo compartilhados nas redes sociais do momento exato da detonação no Presídio Frei Damião de Bozzano, uma das três unidades do Complexo. Uma testemunha que prefere o anonimato viu quando dois rapazes colocaram o artefato no muro:

Em nota, a Secretaria de Ressocialização informa que 40 escaparam pelo buraco no muro. Destes, 36 foram recapturados no sábado, um permanece internado no Hospital Otávio de Freitas e dois reeducandos morreram: Egton Matias de Araújo, o Pixoto, e Wallesson Alessandro de Lima. Apenas o detento Kleber José de Araújo, de 32 anos, permanece foragido do Presídio Frei Damião de Bozzano.

Um menino de 12 anos foi baleado no braço no Cemitério Parque das Flores durante as buscas pelos fugitivos. Submetido a cirurgia para retirada do projetil, o garoto permanece internado no Hospital Otávio de Freitas e não tem previsão de alta.

Com a explosão, três residências foram atingidas pelos destroços do muro da guarita do Complexo Prisional do Curado. Nesta segunda-feira (25), será feito o reparo definitivo no muro destruído pela explosão no Complexo do Curado. Vizinho do presídio, Marcílio Souza teve a casa parcialmente destruída pela ofensiva:

Para quem mora nos arredores do presídio, a insegurança é constante. Uma mulher, que prefere o anonimato, relembra os momentos de pânico que vivenciou na tarde do sábado:

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