RECUPERAÇÃO

Jovem com síndrome do intestino curto passa bem após transplante de órgão

O jovem deve permanecer na sala de recuperação do hospital durante os próximos dias

Da Rádio Jornal
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Publicado em 11/02/2016 às 14:07
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Foto: Arquivo pessoal


Se você vivesse em busca de um milagre e ele enfim chegasse, o que você faria? Eu não sei qual seria a sua reação, mas o jovem Weverton Fagner de Medeiros Gomes, de 19 anos, agarrou a conquista com todas as forças. Entre julho e novembro do ano passado ele foi diagnosticado com uma trombose no intestino e teve 90% do órgão retirado. Em busca da cura para a síndrome do intestino curto, Weverton se submeteu a um transplante, nessa quarta-feira (10), depois de meses em busca do doador ideal.

O procedimento durou cerca de 10 horas e ele saiu da sala de cirurgia por volta de 1h desta quinta-feira (11). O jovem é de Vitória de Santo Antão, na Mata Sul do estado, e embarcou no dia 30 de dezembro do ano passado para os Estados Unidos. Ele permanece no Hospital Jackson Memorial, em Miami, onde deve passar por uma série de exames, nos próximos dias, para verificar a aceitação do órgão.

O primo do garoto, Nadjânio Duarte, fala com alegria sobre o sucesso da cirurgia. “Como os médicos já haviam previsto ocorreu tudo bem. A cirurgia, até o momento, foi um sucesso”, disse. “Graças a Deus a gente tem que agradecer as orações de todos e pedir que não parem de orar por que ainda tem uns certos riscos do pós-cirúrgico”, acrescentou.

Cibelly Melo traz os detalhes dessa história emocionante:

Os riscos que Nadjânio se refere existem porque o transplante é um procedimento de alta complexidade e o intestino é um órgão que causa muita rejeição. O doador compatível com Weverton foi um garoto de 13 anos. O rapaz, que fez idade nova no último dia 5, já foi desentubado e conversou com os pais. Ele disse que a cirurgia foi o melhor presente, que poderia receber.

Segundo familiares, o jovem deve permanecer na sala de recuperação do hospital durante os próximos dias e ainda tem um longo período acompanhamento pela frente. Antes de ser operado, Weverton sobrevivia apenas com 10% do órgão, com ajuda de medicamentos e uma alimentação especial.

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