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Agentes penitenciários do estado definem neste sábado se mantêm a paralisação

Profissionais reivindicam melhores condições de trabalho, efetivo e equipamento de proteção

Da Rádio Jornal
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Publicado em 12/02/2016 às 15:28
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Foto: Reprodução


Agentes penitenciários do estado vão realizar neste sábado (12), às 16h, uma reunião para definir se a categoria paralisa ou não as atividades no domingo. Eles vão se reunir em frente ao Complexo Prisional do Curado, no Presídio Juiz Antonio Luiz Lins de Barros (PJALLB).

Os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho, efetivo e equipamento de proteção como coletes a prova de bala. É o que esclarece o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores Penitenciários, João Carvalho. “Não temos nenhuma condição de garantir a ordem pública e a segurança desses visitantes. Hoje temos pouco efetivo, não temos munições não letais. Munições letais que têm são training. Os coletes todos estão vencidos. Nós sabemos que os presos dentro das unidades prisionais têm armas de fogo”, denunciou João. Desde o último sábado, o sindicato vem fazendo uma operação realizando apenas o que é legal.

O representante relata ainda sobre a incapacidade dos agentes de proibir a entrada de aparelhos celulares depois que o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, afirmou que conversa com detentos por telefone.

Confira os detalhes na matéria de Suelen Fernandes:

Depois da deflagração da greve, o Tribunal de Justiça de Pernambuco decretou a ilegalidade da paralisação e determinou que os agentes retornem, imediatamente, às atividades. Caso a determinação seja mantida, o Sindasp deve pagar multa diária de R$ 150 mil.

Apesar do sindicato ameaçar manter apenas os serviços essenciais neste domingo, o secretário de Administração Milton Coelho afirma que as visitas não vão ser interrompidas. Ele diz ainda que o estado vai responsabilizar a categoria caso haja rebelião depois da paralisação.

Atualmente, 1.500 agentes penitenciários trabalham nos presídios do estado. De acordo com uma resolução do Conselho Nacional de Política Penitenciária, o número deveria chegar a 6.000 agentes.

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