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Médicos alertam sobre as graves manifestações articulares das doenças transmitidas pelo Aedes

Confira o Debate da Super Manhã completo desta segunda-feira (15)

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 15/02/2016 às 14:21
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Você sabe o real dignificado de uma dor e que indício ela pode representar? Para esclarecer as dúvidas dos ouvintes, o debate da Super Manhã tratou, nesta segunda-feira (15), das dores e seus recados.

Para tratar sobre o tema, Geraldo Freire recebeu o algologista Luciano Braun, o reumatologista Eliézer Rushansky e o trauma-ortopedista Hermes Wagner.
Para iniciar a conversa, os especialistas falaram da preocupação com as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti – dengue, chikungunya e zika. “O que tem preocupado a nós todos é alta incidência de manifestações articulares nessas doenças, principalmente a chikungunya. A zika é menor e na dengue praticamente ela inexiste”, comentou o reumatologista Eliézer Rushansky. “Esse ano a coisa veio para ficar. As emergências estão cheias de pacientes com manifestações articulares, artrite, inchaço e, o que é mais grave, cerca de 30% desses pacientes vão desenvolver uma doença crônica. Inclusive ela funciona como um gatilho para desenvolver doenças como artrite e reumatoide”, alertou o médico.

O trauma-ortopedista confirmou o alerta de doutro Eliézer. Ele falou que alguns pacientes chegam se queixando de dor, dizendo que não sofreram nenhuma pancada, mas afirmam que tiveram uma das viroses. Alguns, inclusive, chegam numa cadeira de rodas. “É um momento em que a gente tem que ter mais cuidado, investigar melhor. Sei que um colega que tá na emergência, pela sobrecarga, às vezes fica difícil, passa um analgésico. Os doentes às vezes ficam chateados”, revelou o especialista.

O algologista reforça que as doenças devem ser tratadas também como dores. “Você tem uma fase aguda e uma fase crônica. Na fase aguda já foi colocado os limites das drogas que você pode usar. Eu só acrescentaria os opioides”, orientou o médico.

Confira os detalhes no debate:

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