Os trabalhadores em educação do estado decidiram em assembleia realizada nesta quarta-feira (17) montar um calendário de mobilizações e aderir à greve geral nacional da educação, nos dias 15, 16 e 17 de março.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), Fernando Melo, a mobilização nacional lutará em defesa da escola pública, pelo cumprimento da lei do piso e se coloca contra a terceirização e as ações de privatização na educação pública em Pernambuco.
Fernando Melo destaca a programação do calendário de mobilização e novas assembleias programadas. “Construímos toda uma programação de mobilização para que a gente possa ao final desse mês de mobilização, de um mês de luta e de uma organização da categoria, realizarmos uma nova assembleia para avaliarmos o quadro e definir os novos encaminhamentos”, disse. “Nós teremos duas assembleias, uma programada para o próximo dia 10 de março, nessa nós vamos aprovar a pauta de reivindicações da campanha salarial educacional 2016. E a nova assembleia, do dia 17 de março, quando nós estaremos encaminhando a avaliação de toda a atividade do mês para que a gente possa, a partir daí, construa a nova perspectiva, o novo calendário de lutas”, detalhou.
Isabela Dias tem as informações:
O Sintepe encaminhou, no dia 12 de janeiro, um ofício para o governo do estado reivindicando o reajuste salarial de 11,36% estabelecido pelo ministério da educação. Segundo o presidente do sindicato, o governo não apresentou propostas sobre o reajuste salarial e caso a pauta de reivindicações não seja acatada, a categoria não descarta greve por tempo indeterminado.
Atualmente, 23 mil professores efetivos atuando na rede pública estadual.