CASO BEATRIZ

Polícia Civil divulga retrato falado do suspeito de assassinar a menina Beatriz em Petrolina

Mais de 50 perícias já foram realizadas na sala de material esportivo, onde aconteceu o crime, próximo ao bebedouro, além da análise da faca que foi encontrada ainda no corpo da menina

Da Rádio Jornal
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Publicado em 22/02/2016 às 16:27
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Foto: Reprodução Polícia Civil


O retrato falado do principal suspeito de assassinar a facadas Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, foi elaborado a partir do depoimento de três testemunhas que estavam na noite do crime participando de uma formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no Sertão do estado.

De acordo com a Polícia Civil, que divulgou a imagem nesta segunda-feira (22), essas três pessoas viram o desconhecido dentro da escola em diversos momentos. A mãe de Beatriz, Lúcia Mota, teria visto o homem próximo ao bebedouro, quando procurava a menina. Já outro convidado da festa reparou quando o homem saiu do local do crime. A terceira pessoa encontrou o suspeito dentro do banheiro, enquanto ele lavava o rosto e as mãos. O delegado responsável pela investigação, Marceone Ferreira Jacinto detalha que uma das testemunhas chegou a ver o suspeito no banheiro feminino. “Essa pessoa foi vista diversas vezes perto do bebedouro e em atitude muito suspeita. Além disso, uma das testemunhas viu o momento em que ele saiu do local onde a criança foi encontrada”, disse.

Segundo o retrato falado, o suspeito da morte teria aproximadamente 30 anos, é moreno escuro, tem cabelos cacheados, olhos fundos e lábios grossos. Altura que varia de 1,65m a 1,70m e teria cerca de 70kg. Para o chefe da Polícia Civil, Antônio Barros, com a divulgação da imagem, a polícia espera agora solucionar o caso. “Com a divulgação do retrato falado com certeza vai trazer informações importantes para o andamento das investigações”, falou.

Beatriz Angelica foi assassinada em dezembro do ano passado
Foto: Reprodução | TV Jornal


Mais de 50 perícias já foram realizadas na sala de material esportivo, onde aconteceu o crime, próximo ao bebedouro, além da análise da faca que foi encontrada ainda no corpo da menina. Oitenta pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil que não descarta qualquer linha de investigação.
A família de Beatriz, que reside na cidade vizinha a Petrolina, Juazeiro, no estado da Bahia, deseja que o caso tenha a ajuda da Polícia Federal. O assessor de comunicação da federal em Pernambuco, Giovani Santoro, diz que se a investigação for federalizada ficará sob a responsabilidade da polícia baiana.

Quem tiver qualquer informação sobre o suspeito do crime pode ligar para o disque denúncia, pelo número de telefone: 3421-9595.

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