DESAPARECIDO

Juiz de Família ouvirá envolvidos no caso do menino levado pelo pai argentino

Desembargador determinou a busca e apreensão do menino por descumprimento da regulamentação de visitas por parte do pai

Da Rádio Jornal
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Publicado em 24/02/2016 às 14:23
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As partes envolvidas no caso do menino Carlinhos, de 8 anos, vão ser ouvidas por um juiz de família, assim que o menino for localizado e estiver com a mãe, a fisioterapeuta pernambucana Claudia Budu.

De acordo com o desembargador Bartolomeu Bueno, o menino e as duas irmãs dele, também filhas do casal, os pais, psicólogos e assistentes sociais vão ser ouvidos para definir o destino das crianças.

O desembargador determinou a busca e apreensão do menino por descumprimento da regulamentação de visitas por parte do pai. “Provisoriamente, eu determinei que os filhos ficassem com a mãe como eles já estavam a maior parte do tempo. Dando o direito ao pai de visita-los aos domingos, ficar com eles de 10h até às 18h semanalmente, aos domingos. Mas ele não devolveu as crianças então essa decisão provisória também está momentaneamente suspensa. Primeiro tem que ser buscada e apreendida a criança, devolvida à mãe para que haja uma definição quanto a guarda desses menores”, explicou o desembargador.

Carlinhos, foi levado ilegalmente pelo pai, o empresário argentino, Carlos Attias no fim do ano passado. Depois da mãe buscar apoio com a Polícia Federal, a Polícia Internacional (Interpol) foi acionada para ajudar a localizar o argentino Carlos Attias e a criança.

Confira os detalhes na reportagem de Suellen Fernandes:

Para o diretor estadual da Associação de Pais Criança Feliz, João Passos, o caso é classificado como alienação parental e, segundo ele, foi causado por um ato de desespero. “Num caso como esse, normalmente, ambos estão errados. Regularmente a mãe pratica alienação e o pai, ao invés de buscar o poder judiciário para tomar medidas cabíveis, evitar esse afastamento, tem mecanismos jurídicos para esse pai evitar que isso aconteça. Ele tem que procurar esses caminhos legais e não praticar determinados atos que não vão resolver”, alerta o João Passos.

Nessa terça-feira (23), o argentino Carlos Attias, disse não ter sequestrado o menino e falou que a mãe maltratava as crianças, causando uma reviravolta no caso.

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