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Em entrevista à Rádio Jornal, Geraldo Julio diz que está aberto a negociações com servidores

Para presidente do Sindsepre, a prefeitura está tentando enganar os funcionários e não tem dado respostas satisfatórias

Da Rádio Jornal
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Publicado em 26/02/2016 às 9:48
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Foto: Rafael Carneiro/Rádio Jornal


Um verdadeiro pé de guerra está sendo travado entre os servidores da Prefeitura do Recife e a gestão municipal. Na última terça-feira (23) na sede da Prefeitura do Recife, os servidores decidiram em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (29). Os trabalhadores não aceitaram a proposta da Prefeitura do Recife de vincular o reajuste do funcionalismo público municipal ao aumento na receita líquida real da cidade.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Recife (Sindsepre), Clênio Oliveira, conversou com o comunicador Gerado Freire nesta sexta-feira (26) sobre a perspectiva da paralisação. De acordo com ele, existe uma má vontade da gestão municipal em reorganizar o orçamento para oferecer um reajuste. "A Prefeitura tem que sentar com o servidor para discutir uma proposta que saia do impasse e torne viável a vida dos trabalhadores e o atendimento à população", diz.

Os servidores reivindicam reajuste salarial de mais de 13,19% nos salários e mais 18,5% para o vale-refeição, além de melhoria nas condições de trabalho. Em caso de paralisação, os serviços mais afetados seriam os de iluminação, poda, manutenção da cidade, serviços em creches, escolas, e nas casas de acolhimento do IASC. Eles também reclamam da falta de recursos materiais para trabalhar.

Foto: Rafael Carneiro/Rádio Jornal


Também em entrevista a Geraldo Freire, o prefeito Geraldo Julio afirmou que está aberto a negociações com os servidores, mas que é preciso haver uma flexibilização da contraproposta. O gestor acredita que ambas as partes podem chegar a um acordo na próxima segunda-feira (29), antes mesmo do início da greve. "Esse é uma ano muito difícil e nós estamos trabalhando para pagar a folha em dia, coisa que outras cidades não estão conseguindo fazer", disse.

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