SAÚDE

Vítima de síndrome de Guillain-barré denuncia atendimento nas unidades de saúde do Recife

Maria Elizabete da Silva adoeceu em novembro de 2015. Em dezembro ela deu entrada no HR e foi encaminhada direto para a UTI

Da Rádio Jornal
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Publicado em 29/02/2016 às 18:31
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Maria Elizabete ainda sofre com sintomas da doença
Foto: Lélia Perlim/ Rádio Jornal

Uma mulher que sobreviveu a síndrome de Guillain-barré denuncia a falta de estrutura nas unidades de saúde do Recife. Maria Elizabete da Silva, de 39 anos, adoeceu em novembro de 2015.

Os primeiros sintomas foram febre, garganta inflamada e dores nas articulações. Na UPA dos Torrões um exame de sangue comprovou a dengue que foi tratada com dipirona, prednisona e paracetamol. Em quatro dias, a assistente administrativa retornou à UPA já de cadeira de rodas. Ao término da 1ª semana, a doença evoluiu ao ponto da paciente não conseguir mais andar e apresentar dificuldade para respirar.

Neste momento, com a ajuda de amigos, conseguiu atendimento na Policlínica Barros Lima e de lá foi encaminhada para o Hospital da Restauração (HR), onde foi confirmada a síndrome.

Elizabete fala que o seu encaminhamento para o HR foi crucial para o tratamento. “Se eu tivesse ficado de UPA em UPA, de hospital em hospital, aconteceria comigo o que aconteceu com esses pacientes da semana passada, que chegaram já em óbito”, disse a mulher.
Confira os detalhes no flash de Lélila Perlim:

Ela pede atenção por parte das Secretarias de Saúde. “Pelo amor de Deus, secretários de Saúde, estruturem mais as UPAs para diagnosticar e o atendimento ser rápido porque é o que vai acontecer com muitos e muitos é esse atendimento precário”, implorou a paciente, reforçando que os profissionais não têm capacidade e nem estrutura para fazer os diagnósticos.

Maria Elizabete deu entrada no HR no dia 24 de novembro onde já foi encaminhada direto para a UTI. De lá, ela só recebeu alta no dia 17 de dezembro. Nesse tempo todo ela ainda tem alguns sintomas: formigamento nos braços e no abdômen, dormência, dificuldade para andar, que está sendo amenizada com fisioterapia respiratória e também para os membros inferiores.

A volta dela está agendada para o dia 11 de abril para mostrar os exames e também questionar o laudo da alta que ao invés de apontar a síndrome, informou que a mulher estava com polineuropatia aguda.

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