INVESTIGAÇÃO

Polícia ouvirá motoristas suspeitos de agredirem verbalmente mães de crianças com microcefalia

O caso está sendo investigado pela Delegacia do Espinheiro, Zona Norte do Recife

Da Rádio Jornal
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Publicado em 01/03/2016 às 16:06
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Foto: Suelen Fernandes/ Rádio Jornal


Está marcada para o dia 19 de abril a primeira audiência do caso das mães de bebês com microcefalia, que fizeram denúncias contra motoristas de coletivos da Região Metropolitana do Recife.

Gabriela Alves, mãe de Sophia, de 4 meses, e Rosana Vieira, mãe de Luana, também de 4 meses, registraram um boletim de ocorrência nessa segunda-feira (29) por terem sido agredidas verbalmente pelos condutores dos coletivos.

As empresas de ônibus envolvidas e os motoristas que teriam cometido as agressões vão ser ouvidos e podem responder por danos morais por injúria e constrangimento ilegal.

As mães receberam orientações sobre os próximos passos do processo, como detalha uma das vítimas, Gabriela Alves. “Na audiência vão estar as pessoas que estavam no ônibus. Só pode levar três testemunhas. Vou levar meu padrasto, que também sofreu constrangimento dentro do ônibus, e vou levar a outra mãe que ela ficou com medo de prestar um BO, mas ela disse que ia”, disse.

Suelen Fernandes tem os detalhes:

O caso está sendo investigado pela Delegacia do Espinheiro, Zona Norte do Recife. A delegada titular Silvana Carla da Costa, responsável pelo caso, fala sobre o andamento das investigações. “Nós instauramos um inquérito policial e vamos ouvir testemunha, juntar os altos e imagens dessas condutas e também ouvir os imputados. Nós ainda não temos a identificação do imputado, do motorista que teria proferido essas palavras injuriosas e teria constrangido a mãe dos bebês”, detalhou a delegada, dizendo que a polícia tem 30 dias para concluir as investigações, prazo que pode serp prorrogado por mais 30 dias.

O sindicato dos rodoviários, através do assessor de comunicação Genildo Pereira, repudiou a atitude dos motoristas.

No inquérito, se condenados, os motoristas envolvidos podem pegar de um até três anos de detenção, no caso de injúria por preconceito, e de três meses a um ano de reclusão por constrangimento ilegal.

Os motoristas pertencem as empresas Borborema, CRT e Caxangá.

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