A capital pernambucana atendeu ao chamado do movimento Vem pra Rua, pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff. Sob um sol de mais de 30 graus, uma multidão foi até a avenida Boa Viagem, na zona Sul do Recife, manifestar contra o governo, Lula e a corrupção.
A representante comercial, Célia Lins, vestiu verde e amarelo e se juntou ao movimento. “Vim desde a primeira e não poderia faltar”, afirmou.
Crianças, adolescentes e adultos abusaram da criatividade, com faixas, cartazes, bandeiras, bonecos, e até uma jararaca foi utilizada para pedir mudança. Do alto dos prédios moradores manifestaram apoio, neste domingo (13), dia nacional de protestos.
Algumas pessoas reforçaram o apoio a atuação do juiz Sérgio Moro. Teve gente que se vestiu de mosquito Aedes Aegypti, relacionando a nocividade do vetor com a situação do governo do PT. Crianças, jovens e idosos participaram da mobilização.
Contrariando o clima de tensão que existiu antes do ato, não houve confrontos e nem presença de manifestantes que apoiam o governo. O porta-voz do movimento Vem pra rua Recife, Gustavo Gesteira, comemorou o resultado. “Nós não tivemos nenhum evento de confusão, assim como ocorreu nas quatro movimentações que o Vem pra Rua organizou no ano passado. Isso também traz à tona que é possível exerceu seu direito de protesto sem violência, como nós vemos nas manifestações em apoio ao governo”, disse
Políticos de oposição, reforçaram a corrente. O deputado federal Jarbas Vasconcelos, o vice-governador Raul Henry, e a deputada estadual Priscila Krause, provável candidata à Prefeitura do Recife estiveram no chão com os participantes. “É um momento de intenso exercício de cidadania e comprometimento da população com as causas do país (...) ninguém é cego ou surdo, as pessoas estão vendo o que está acontecendo no Brasil real”, pontou a deputada.
No fim do ato, o Vem pra Rua divulgou a estimativa de participantes, 150 mil pessoas. Já a Polícia Militar, que acompanhou o protesto, registrou 120 mil manifestantes.
Em Brasília não foi diferente. Milhares de manifestantes lotaram as avenidas, a esplanada dos ministérios e a rampa do congresso nacional, contra a presidente Dilma Rousseff e em apoio ao juiz Sérgio Moro. Os presentes soltaram balões pedindo paz e entoaram o hino nacional.
A presidente Dilma Rousseff divulgou uma nota e não mencinou os protestos que marcaram o domingo (13). A nota é contra um ato de violência na sede da UNE em São Paulo, nesse sábado (12), e um ato de vandalismo na sede do Sindicato dos metalúrgicos do ABC Paulista, que fazia uma plenária de apoio ao ex-presidente Lula.
Dilma chamou de "intolerável violência" os ocorridos e que os atos confundem debate político com disseminação do ódio. Ainda segundo a nota, a presidente considera que foi uma "intimidação àqueles que não estão de acordo com o que reza a cartilha dos protestos". Dilma Rousseff pediu que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, coloque a polícia para investigar os ataques.
Confira as informações com Romoaldo de Souza: