COLETIVA

Lula na Casa Civil: “Um grande ganho para o meu governo”, diz Dilma

A presidente Dilma concedeu entrevista coletiva nesta tarde sobre a nomeação do ex-presidente Lula para o cargo de chefe da Casa Civil

Da Rádio Jornal
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Publicado em 16/03/2016 às 16:43
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A presidente Dilma Rousseff falou, na tarde desta quarta-feira (16), sobre a ida do ex-presidente Lula para a Casa Civil a e apontou que ele irá contribuiu com o governo. Dilma justificou ainda que Lula tem conhecimento do país.

“A vinda do presidente Lula é algo bastante relevante por sua inequívoca experiência, conhecimento sobre o país e comprometimento”, comentou a presidente. “Vai ser um grande ganho para o meu governo”, completou.

Sobre as especulações das saídas do governo, Dilma garantiu que nem o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e nem Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, vão abandonar. “Estão mais dentro do que nunca”, garantiu. O ministro da Fazenda esteve reunido na manhã desta quarta-feira com Lula e a presidente Dilma Rousseff.

Questionada sobre se Lula iria ser, a partir de agora, a pessoa a comandar o país, Dilma rebateu e criticou as repetitivas tentativas de associar sua imagem à de submissão em relação ao ex-presidente. “A minha relação com Lula não é de poderes ou superpoderes. É uma sólida relação de quem constrói um projeto juntos”, disse.

Confira a entrevista coletiva completa da presidente Dilma Rousseff:

A ida de Lula para o governo como chefe da Casa Civil acendeu as suspeitas sobre se teria acontecido apenas para que o ex-presidente tivesse foro privilegiado nas investigações da Operação Lava Jato. Agora, o caso de Lula será julgado pela Justiça Federal. Dilma disse que o cargo de Lula não o afasta das investigações. “A ida de um presidente, ministro, deputado ou senador não significa que ele não será investigado, significa por quem ele será investigado”, disse.

Após o anúncio da chegada de Lula no governo, o mercado econômico reagiu negativamente. Em partes, pela ideia de usar reservas do país para atenuar a crise, via redução da dívida pública ou estímulo ao investimento. Ou seja, utilizar as reservas em dólar que o país tem. “As especulações contra o uso das reservas são só especulações, que só beneficiam quem lucra com ela”, disse Dilma.

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