SÉRGIO MORO

Divulgação de conversas telefônicas de Lula pode deixar provas obtidas pelos grampos inutilizáveis

O presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte, explica que a divulgação para a imprensa dos diálogos pode comprometer o uso das provas no processo contra Lula

Da Rádio Jornal
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Publicado em 17/03/2016 às 11:15
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Reprodução/Internet


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Pernambuco, Ronnie Duarte, comentou sua posição como jurista em uma conversa com Geraldo Freire na manhã desta quinta (17). Para ele, o juíz Sérgio Moro cometeu execessos ao divulgar as conversas telefônicas do ex-presidente Lula para a imprensa.

"A lei que trata da quebra do sigilo prevê, em qualquer condição, que o conteúdo das gravações seja mantido em autos apartados", explica Ronnie Duarte. "Isso veio a ser vazado seletivamente, na véspera de uma posse. O conteúdo das gravações é absolutamente escandaloso, mas a forma que isso (o vazamento) aconteceu pode até contaminar a utilidade prática dessas provas dentro do processo".

O presidente da OAB-PE lamenta que Moro, acusado de já ter cometido excessos relacionados a vazamentos antes, tenha se tornado uma figura de esperança para o brasileiro descontente com o Governo. "Nós precisamos de bom senso. Precisamos compreender que não podemos botar todas as esperanças do país em um juíz que não é uma liderança política. Percebemos o tamanho do vácuo de lideranças que nós temos porque esse juíz vira um heroi nacional. Nós, advogados e juristas, não podemos desconsiderar os excessos que vêm sendo cometidos, e não podemos deixar de pedir equilíbrio durante esse processo", opina.

Confira a entrevista completa com Ronnie Duarte no áudio abaixo:

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