CRISE

Ministro Armando Monteiro acredita que indicação de Lula à Casa Civil está diretamente relacionada a momento político de Dilma

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ressaltou importância de equilíbrio e serenidade para melhorar situação do país

Da Rádio Jornal
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Publicado em 18/03/2016 às 10:50
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Reprodução/Internet

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, conversou por telefone com o comunicador Geraldo Freire nesta sexta-feira (18) e comentou sua posição em relação ao cenário político do País. Para o ministro, o mais importante no momento é a resolução da crise.

Armando Monteiro acredita que o Congresso Nacional vá entender que não há nenhum crime de responsabilidade por parte da presidente Dilma. "Eu fico impressionado com as imputações que são feitas quando a presidenta não é sequer investigada", comenta. "No caso do ex-presidente Lula, tem juízos que estão sendo feitos de forma definitiva, quando a condição dele é de investigado, e não de réu. A presunção da inocência é um princípio do estado de direito, portanto as pessoas não podem ser condenadas antes de julgadas. Ao mesmo tempo, há um grau de tolerância grande com pessoas que presidem poderes, como Eduardo Cunha, que nesse momento é réu e já está sendo alcançado por uma ação penal", avalia.

Questionado sobre o momento político da nomeação de Lula ao Ministério da Casa Civil, a opinião de Armando Monteiro é de que Dilma não agiu pensando nas denúncias feitas contra o ex-presidente. "No momento em que há um agravamento da crise política, o fato da presidente querer convidar o ex-presidente Lula não se constitui em nada que possa, a princípio, parecer injustificável", frisa. "O fato é que a presidente entendeu que, com o agravamento da crise, ela reforçaria sua posição trazendo um quadro que é reconhecidamente experiente e tem uma grande capacidade de articulação política".

Para o ministro, os brasileiros devem se unir com o objetivo comum de encerrar a crise, com equilíbrio e serenidade "Não é desejado que a sociedade brasileira assista a um processo de polarização e radicalização". Confira a entrevista completa abaixo:

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