GRAMPO

Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República não considera ação de Sérgio Moro ilegal

Dr. José Robalinho Cavalcanti conversou com Geraldo Freire no Passando a Limpo de hoje

Da Rádio Jornal
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Publicado em 23/03/2016 às 11:40
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Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ


Um dos convidados do Passando a Limpo desta quarta-feira (23) foi o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Dr. José Robalinho Cavalcanti. Ele conversou por telefone com Geraldo Freire e se posicionou a respeito do momento político atual do Brasil.

Para Robalinho, não há posições corporativas nas ações tomadas pelos críticos do governo do PT. "Eu acho que, nesse momento, os procuradores da República e as demais categorias estão buscando agir da maneira mais estável possível para ajudar o Brasil a sair de um momento muito difícil", comenta.

Um dos pontos altos da conversa foi quando Robalinho foi questionado sobre a legalidade do grampo telefônico do ex-presidente Lula. Robalinho aponta que não há ilegalidade na manobra de Sérgio Moro. "A gravação foi feita num processo cuja justa causa não se discute, foi determinada por um juiz e, depois, foi liberada para o público também pelo juiz da causa. Em princípio, não houve qualquer ilegalidade", esclarece.

Uma ressalva importante apontada pelo procurador, porém, é de que o áudio que poderia incriminar a presidente Dilma Rousseff, no qual ela aparece falando de um documento para Lula assinar, já não se encaixa nesse argumento. Ele aponta que, no momento da gravação com Dilma, Lula já havia sido nomeado para ser ministro e a decisão de encerrar a interceptação telefônica já havia sido tomada por Sérgio Moro.

Ouça a entrevista completa abaixo:

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