SURTO

Uso de fumacê no combate ao Aedes é um erro, apontam pesquisadores

O transmissor dos vírus dengue, chinkungunya e zika se reproduz na água parada

Da Rádio Jornal
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Publicado em 01/04/2016 às 14:07
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População ainda sofre com problemas causados pela falta de saneamento
Foto: Guga Matos/ JC Imagem


Para os pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco, saneamento básico é a única solução no combate ao mosquito Aedes aegypti no Brasil. O transmissor dos vírus dengue, chinkungunya e zika se reproduz na água parada e o assunto foi o tema de um debate que reuniu mais de 300 pessoas no auditório do órgão, nesta sexta-feira (1º).

De acordo com a pesquisadora Idê Gurgel, que estuda a reprodução do Aedes, mesmo com as campanhas de conscientização só quando o governo realizar políticas públicas o mosquito deve sumir.

Segundo o pesquisador André Monteiro usar inseticida, o conhecido fumacê, para eliminar os mosquitos é um erro. “Quando a gente centraliza o foco no mosquito e tem a solução, o controle químico, a gente está reproduzindo uma situação e não resolvendo o problema. Há 30 anos que se faz o controle químico do Aedes e o problema só faz aumentar”, destacou. “Esse modelo é ineficaz, o mosquito cria resistência aos venenos, tem que se usar venenos mais caros e isso impacta no orçamento da saúde”, alertou, comentando ainda a ineficácia da ação.

Mosquito Aedes aegypti se torna mais resistente aos venenos

Também participaram do encontro o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Paulo Rubem Santiago e os professores Cideval Morais de Souza, da Universidade Estadual da Paraíba e José Estaban Castro, da Newcastle University, da Inglaterra.

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