SAÚDE

Combate a endemias não deve se limitar a um Ministério, diz médico

Especialistas falaram, nesta terça-feira, sobre as arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e sobre a gripe H1N1

Da Rádio Jornal
Da Rádio Jornal
Publicado em 05/04/2016 às 15:46
Mosquito Aedes aegypti é reponsável pela transmissão das arborivores dengue, zika
e chikungunya - Foto: Reprodução/ Internet

Uma nova ameaça à saúde da população brasileira tem deixado muitos preocupados: a gripe H1N1. Além das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, dengue, chikungunya e zika, o sistema de saúde tem agora que enfrentar uma nova epidemia.

O comunicador Geraldo Freire recebeu o gastrohepatologista Guilherme Robalinho, o infectologista George Trigueiro e a pediatra e especialista em vacinas Analíria Pimentel, no debate da Super Manhã desta terça-feira (5).

Confira o debate completo:

Para o especialista Guilherme Robalinho, o mais preocupante é o momento das arboviroses. “Tudo isso que acontece hoje com dengue, chikungunya e zika foi anunciado que iria ocorrer. Isso exatamente mostra uma falência completa do governo brasileiro”, apontou o delegado.

Ele critica a forma como o Brasil enfrenta as epidemias. De acordo com ele, o problema não pode ser limitado apenas ao Ministério da Saúde. “O combate a endemias em qualquer lugar do mundo é política de Estado”, destacou. Ele usou como exemplo os Estados Unidos, que, ao saber da ameaça do vírus zika, mobilizou toda uma rede para tratar a questão.

Ele ainda criticou a banalização da dengue. “A dengue mata e a zika cria a microcefalia”, apontou.

O médico George Trigueiro reforçou o discurso do gastrohepatologista e criticou o modelo de combate ao mosquito por meio do fumacê. Ele destacue é preciso focar nos problemas estruturais.

Já pediatra Analíria disse que a gripe é uma questão que está se expandindo pelo mundo, o que tem preocupado. “Essa gripe é altamente agressiva. A gente está vendo que ela veio muito mais agressiva e São Paulo está em estado de pânico”, relatou a especialista.

O estado concentra o maior número de casos. Doutora Analíria orientou que a população deve lavar bem as mãos para se prevenir. “A gente pensa que tá limpinho, mas é microscópico”, destacou.

Ela diferenciou a gripe H1N1 de um resfriado que temos aqui. “A gripe é muita moleza no corpo, você não consegue pegar um objeto, você fica obstruído e o que mais chama atenção é a debilidade do indivíduo”, explicou.