POLÍTICA

O impeachment é uma carreta de ladeira a baixo, diz Jarbas Vasconcelos

Para o deputado federal pelo PMDB, os indecisos da Câmara vão definir o futuro do país. Jarbas criticou Eduardo Cunha, Lula, Dilma e ministros do Supremo

Da Rádio Jornal
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Publicado em 08/04/2016 às 12:02
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Foto: Rafael Souza/Rádio Jornal


Ex-governador, ex-prefeito, ex-senador e atualmente deputado federal, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) participou do debate da Super Manhã na Rádio Jornal, nesta sexta-feira (8). Entre os assuntos em destaque, política: o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), um possível governo do vice Michel Temer (PMDB) e o que deve acontecer no país nos próximos anos. Participam do debate também os jornalistas do Jornal do Commercio, Ivanildo Sampaio e Laurindo Ferreira.

Sobre o processo em si, Jarbas disse que nada está decidido em definitivo. "O impeachment é uma carreta de ladeira a baixo. Se passar na Câmara, o Senado não consegue barrar", diz Jarbas Vasconcelos. Ouça o debate na íntegra:

Em relação ao rito de votação do impeachment, Jarbas afirmou que a votação deve começar no dia 15 de abril, mas que não deve ser decidido antes do dia 25. Além disso, afirmou que é contra a realização de seções nos finais de semana. "Sou contra a votação do Impeachment no domingo. Pra que votar no domingo? Pra atender Eduardo Cunha?", disse.

Apesar de correligionário de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Jarbas voltou a criticar a postura do presidente da Câmara. "Ele é um bandido, não devia estar à frente de um processo desses", afimou. Além disso, Jarbas foi ácido ao comentar sobre a própria Câmara, dizendo que a casa é "uma tragédia", com poucas atuações políticas de sucesso. Para ele, alguns destaques são Mendonça Filho (DEM-PE), Betinho Gomes (PSDB-PE) e Tadeu Alencar (PSB-PE).

Sobre Lula, o ex-governador Jarbas Vasconcelos afirmou que o ex-presidente perdeu capital político, mas ainda é um nome muito forte e de influência. "Se você me pergunta se Lula tem força, tem. Mas, essa força vai ser suficiente para impedir o impeachment? Não sei", disse.

Sobre a presidente Dilma o deputado disse que "será um euforia no País no dia seguinte da saída dela". Jarbas também afirmou que o governo da presidente é acuado e não tem mais condições de continuar. "Como governante, Dilma é um zero à esquerda de zero. O país está desmoralizado", opinou.

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