POLÍTICA

Para senador Cristovam Buarque, votação do impeachment não será fácil

Senador lembrou que Temer foi escolhido por Dilma e governou com ela. No caso do impeachment, Cristovam defende que o vice governe

Da Rádio Jornal
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Publicado em 11/04/2016 às 10:57
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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


Na semana decisiva em relação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff(PT), a Câmara dos Deputados está perto de decidir se o impedimento segue ou não para o Senado Federal. Figura de destaque na casa, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) comentou sobre esse momento turbulento durante o programa Passando a Limpo, nesta segunda-feira (11), na Rádio Jornal.

Para Cristovam, nascido em Pernambuco, mas com carreira política feita em Brasília, o processo de impeachment é traumático: "seria uma ruptura. Elegemos quatro presidentes nos últimos 25 anos e desse total, dois seriam derrubados (Collor e Dilma). Passa a impressão que pode eleger qualquer um que depois derruba", afirmou.

Ele lembra que a queda de Dilma significa a ascensão do vice-presidente Michel Temer (PMDB): "O Temer também tem dificuldades. Ele foi escolhido como vice nas duas vezes por Dilma e governou com ela", disse o senador. Ele avalia que a votação pelo impeachment no Congresso "não será fácil".

Listando argumentos a favor do impedimento de Dilma, Cristovam fala que é difícil para o Brasil aguentar por mais dois anos um "governo zumbi". E que mesmo que se salve do impedimento, a presidente não tem a maioria da Câmara dos Deputados para governar. Sobre novas eleições, ele acredita que o
processo daria "legitimidade" ao eleito, mas que "não resolve".

O Passando a Limpo desta segunda-feira (11) também ouviu o deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), que é um dos 513 deputados responsáveis pela primeira votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma. Para passar para o senado, os parlamentares pró impeachment precisam somar 342 votos. Ouça o programa completo:

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