OPINIÃO

Falta de definição do que é terrorismo é proposital, avalia cientista político

Debate da Super Manhã ouviu a opinião do cientista político Thales Castro, do ex-governador Joaquim Francisco e do escritor José Nivaldo Junior

Da Rádio Jornal
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Publicado em 13/04/2016 às 13:56
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Estado islâmico, Hamas, Hezbollah, Al-Qaeda atentados na Europa e a tensão nas Olimpíadas brasileiras. Quais os próximos passos do terrorismo no mundo? Sobre o assunto, Geraldo Freire recebeu o cientista político Thales Castro, o ex-governador Joaquim Francisco e o escritor e publicitário José Nivaldo Junior.

Segundo José Nivaldo, é difícil dizer o que é terrorismo e que existem centenas de definições para o terrorismo circulando no ambiente das relações internacionais e da academia, por exemplo. “O terrorismo é uma ação violenta, não existe terrorismo pacífico. É uma ação deliberada, ou seja, pode ser violenta, mas sendo acidental não é terrorismo”, pontuou, dizendo ainda que o terrorismo é motivado por uma causa. “Essa motivação pode ser política, ideológica, religiosa, nacionalista, etc”, acrescentou.

Para ser terrorismo, de acordo com o escritor, é preciso que as ações sejam dirigidas contra pessoas inocentes e com um objetivo, como amedrontar ou divulgar um grupo político e suas propostas. “Uma ação de ataque a um exército estabelecido não é uma ação terrorista, é uma ação de combate”, explicou.

O cientista político Thales Castro diz que a falta de definição do que é terrorismo e do que se pratica abre brechas para colocar qualquer tipo de ato como tal. Segundo ele, os instrumentos internacionais, como tratados, não têm essa definição precisa. “Propositalmente não tem, porque se tivesse naturalmente você poderia responsabilizar governos e Estados”, destacou.

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