POLÍTICA

Se aprovado na Câmara, pedido de impeachment segue para o Senado

A votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi o tema do Consultório desta sexta

Da Rádio Jornal
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Publicado em 15/04/2016 às 17:24
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Foto: reprodução/internet

O Consultório do Rádio Livre desta sexta-feira (15), tratou sobre a votação do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. No estúdio da Rádio Jornal, Graça Araújo recebeu a jornalista e cientista política Priscila Lapa e, entrevistou via telefone, o repórter Romoaldo de Souza, de Brasília.

Romoaldo, que também esteve presente durante o processo de Impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, fez uma comparação aos dois processos e comentou, que no primeiro, o ex-presidente convocou o povo às ruas em sua defesa, mas o contrário aconteceu, os manifestantes foram às ruas contra ele. No caso de Dilma, após chamar o povo em sua defesa, muitos manifestantes já estão nas ruas de Brasília, em apoio a ela.

Ouça o Consultório completo:

Neste domingo (17), o pedido de impedimento da presidenta Dilma será votado na Câmara dos Deputados em Brasília. Os 513 deputados que compões a bancada, irão votar a favor ou contra a continuação do processo.

Se aprovado, o pedido segue para outra etapa e Dilma ainda continua presidenta até a admissão do processo pelo senado. “A partir de domingo, caso realmente seja provado o andamento do processo, ele vai para o senado, que ainda não definiu qual o prazo que eles têm para regimentar esse pedido”, explicou a jornalista e cientista política Priscila Lapa, Priscila.

Caso o processo de impedimento passe pela Câmara e chegue ao Senado, é preciso da votação da maioria simples do Plenário em uma única audiência, para a admissão do pedido.“Emitido esse processo, é criada uma comissão especial nos mesmos moldes que foi criada na Câmara, com representantes das várias bancadas partidárias”, afirmou Priscila. Se instaurado e admitido, o processo de impedimento no Senado, Dilma é afastada da presidência da República por um prazo de 180 dias para que seja julgado o mérito da denúncia e tenha início a investigação para comprovar se houve ou não, crime de responsabilidade.

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