CAMPANHA SALARIAL

Governo do Estado critica proposta salarial e PMs ameaçam entrar em greve

Categoria pede reajuste salarial de 18,5% e valorização de 6,5% por combate à violência. Governo diz que não tem dinheiro

Da Rádio Jornal
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Publicado em 25/04/2016 às 6:38
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Última greve da Polícia Militar em PErnambuco foi em 2014. Foto: Edmar Melo/ Arquivo JC Imagem

Policiais militares de Pernambuco estão travando uma verdadeira guerra com o Governo do Estado. A tropa reivindica reposição de 18,5% equivalente ao período de 2014 e 2015. Eles também pedem 6,5% a título de valorização da categoria pelo combate à violência.


Há cerca de quinze dias, quatro entidades militares apresentaram a proposta de reajuste salarial à Secretaria de Administração do Governo do Estado. Além das questões financeiras, os PMs reivindicam melhores condições de trabalho como fardamento e coletes a prova de bala. Nos batalhões, o clima é de insatisfação sobretudo pelo arrocho salarial acentuado nos últimos meses.

Governo e entidades militares tem nova rodada de negociação na próxima quarta-feira (27), mas a possibilidade de acordo é remota. O secretário de Administração Milton Coelho comentou o assunto com Geraldo Freire no debate da Super Manhã da última sexta-feira (22).

As entidades rebatem as informações apresentadas pelo secretário de Administração. O presidente da Associação de Cabos e Soldados afirma que a pauta é fundamentada num dos artigos da constituição. Alberrison Carlos admite que existe sim possibilidade dos policiais paralisarem as atividades por tempo indeterminado:

O horário da reunião convocada pelo governo nesta quarta-feira coincide com a assembleia convocada pelas entidades militares. Às 13h, a tropa vai estar na frente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na Rua da Aurora, no centro do Recife. Os praças e oficiais prometem sair em passeata até o Palácio do Campo das Princesas, na Praça da República.

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