TAXI X UBER

Na guerra entre taxistas e motoristas do Uber, quem sai perdendo é, mais uma vez, o passageiro

Mais confusões durante o último fim de semana causaram transtornos para o recifense usuário do aplicativo

Da Rádio Jornal
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Publicado em 25/04/2016 às 8:40
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Foto: Reprodução/Internet


O aplicativo de transporte de passageiros Uber entrou em operação no Recife em março de 2016, com a estratégia de oferecer um serviço mais em conta do que os táxis comuns, além de tratamento diferenciado ao consumidor. A bandeira um do serviço, por exemplo, custa R$ 1,15, mais R$ 0,17 por minuto. A bandeirada em horário de pico sai por R$ 2,50.

A proposta, porém, não está agradando os taxistas, que reclamam da concorrência e exigem da Prefeitura do Recife a proibição do serviço. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Controle Urbano tem como referências as Lei Federais 12.587/2012 e, principalmente, 12.468/2011, também conhecida como a "Lei do Taxista", que classifica o transporte remunerado de passageiros como atividade exclusiva dos taxistas. Sem qualquer regularização, o serviço oferecido pelo Uber é considerado ilegal.

O problema é que o que se vê nas ruas e avenidas do Recife, hoje, é a ofensiva muitas vezes agressiva dos profissionais de transporte contra o Uber. Neste final de semana, uma briga na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife, foi parar na Central de Plantões, em Campo Grande.

A confusão envolveu equipes da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e do Grupo de Apoio Técnico Intinerante (GATI) da Polícia Militar. Um taxista, que não quis ser identificado, explica que ele e colegas interromperam a saída de um carro Uber e ligaram para a CTTU, mas quem chegou foi o GATI. Ele diz ter sido agredido por passageiros do aplicativo.



Um caso que também chamou a atenção no último fim de semana foi o do estudante de Direito Thiago Dorneles Ribeiro Magalhães, 21. Ele deve formalizar nesta segunda-feira (25) uma queixa na Polícia Civil após ter sido agredido no bairro da Torre, Zona Norte do Recife, por um grupo de taxistas. Segundo relato do estudante nas redes sociais, ele acredita que, por estar com roupa social e falando ao celular em um carro quatro portas, pode ter sido confundido com um motorista do Uber.

O relato da vítima teve grande repercussão nas redes sociais, com um significativo número de compartilhamentos. Thiago reclama que não teve como se defender da agressão, que classificou como covarde e gratuita:



O Sindicato dos Taxistas (Sindtaxis) critica o aplicativo Uber, mas rechaça qualquer tipo de violência.

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