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Pesquisa aponta mais uma doença neurológica relacionada ao Zika Vírus

Segundo a coordenadora da pesquisa, drª Lúcia Brito, a encefalomielite pode aparecer até 170 dias após os sintomas normais do zika

Rádio Jornal
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Publicado em 29/04/2016 às 13:38
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Coordenadora da pesquisa, doutora Lúcia Brito
Foto: Clarissa Siqueira/ Rádio Jornal


Um estudo elaborado pelo setor de neurologia do Hospital da Restauração, com 180 pacientes que apresentaram problemas neurológicos depois dos sintomas de arboviroses, comprovou mais uma doença relacionada ao zika, vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A pesquisa identificou a encefalomielite aguda disseminada provocada pelo zika em oito casos.

A doença tem como sintomas alteração da consciência, déficit motor, alucinações e convulsões e gera sequelas que podem ser irreversíveis. Dos oito pacientes com a inflamação no cérebro e na medula provocados pelo zika, um é uma criança.

Segundo a coordenadora do estudo, chefe do setor de neurologia do hospital, Lúcia Brito, a maioria dos problemas neurológicos aparecem até 17 dias depois dos sintomas normais do zika, mas no caso da encefalomielite podem aparecer até 170 dias depois desse período.

Ela orienta a população. “Se ele tem um déficit motor, uma queixa de franqueza, dificuldade para andar, desequilíbrio ou não está enxergando bem é preciso buscar assistência para identificar se é uma complicação por conta da virose que ele teve alguns dias antes”, explicou a médica.

Confira os detalhes na reportagem de Clarissa Siqueira:

Uma revisão em todos os pacientes deve ser feita nos próximos 15 dias. Em caso de necessidade, algumas avaliações clínicas e exames devem ser repetidos.

A pesquisa foi apresentada no começo deste mês no congresso americano de neurologia, na cidade de Vancouver, no Canadá. Na próxima sexta-feira (6) a equipe médica responsável pelo estudo deve novamente se reunir no hospital da restauração para observar os casos.

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