PROBLEMA

Monitoramento eletrônico domiciliar não resolve superlotação dos presídios, diz Pedro Eurico

Ministros votaram que os reeducandos devem ter monitoramento eletrônico domiciliar quando não houver vaga em unidades prisionais

Rádio Jornal
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Publicado em 14/05/2016 às 15:32
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Foto: Reprodução/ Internet

O secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Pedro Eurico, rebateu a medida estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder a presos mais antigos o benefício de regime semiaberto em casos de superlotação de presídios. Ele concedeu entrevista à Radio Jornal nesta sexta-feira (13).

Por nove votos a um, os ministros votaram na última quarta-feira (11) que os reeducandos devem ter monitoramento eletrônico domiciliar quando não houver vaga em unidades prisionais.

Para o secretário Pedro Eurico, que discorda da proposta, é preciso ter bom senso para tomar a medida.

Confira os detalhes na reportagem de Suelen Fernandes:

Para ele, o STF deve ajudar os Estados a liberar junto ao Governo Federal recursos no valor de R$ 2 bilhões para a construção de novos sistemas prisionais para comportar os reeducandos. Ele explicou ainda que a justiça, através do juiz de execução penal é quem analisa os casos de cada preso.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos acredita que os casos menos graves devem ter atendimento especial para evitar a superlotação nos presídios.

A população carcerária de Pernambuco é de mais de 30 mil presos, em um espaço com apenas 11 mil vagas.

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