ASSISTÊNCIA

Ministro defende "kit de desenvolvimento local" para reduzir dependentes do Bolsa Família

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, está no Recife e falou sobre o pente-fino que precisa ser feito no programa

Rádio Jornal
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Publicado em 18/05/2016 às 15:00
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Ministro Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, está no Recife
e visita beneficiários do programa - Foto: Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, garantiu que não há redução do programa Bolsa Família e explicou que vai ser preciso fazer uma atualização do benefício. Terra está em Pernambuco onde cumpre agenda no Recife.

Em entrevista a Graça Araújo, nesta quarta-feira (18), ele falou sobre como pretende fazer um pente-fino no programa destacando a importância do Bolsa Família na redução da pobreza no País. “Cinquenta milhões de pessoas que dependem do Bolsa Família é um número grande. A pergunta é: será que todo mundo está realmente precisando?”, indagou o ministro.

Segundo ele, cerca de 2 a 3 milhões estão fora do radar da assistência social, destacando as populações isoladas, ribeirinhas, quilombolas e pessoas que estão na rua. “Nós precisamos ter um ajuste e trazer o benefício a quem precisa”, disse. “Nós estamos procurando cruzar os dados do cadastro único, que tem mais de 100 questões”, explicou. “Essas 100 questões se nós cruzarmos os dados (...), nós vamos ver que pode ter distorções importantes e, ao mesmo tempo, gente que não precisa ganhando Bolsa Família, ganhando até um valor acima da média do que Bolsa Família paga e pessoas que precisam não tem nada”, completou.

Confira os detalhes na coluna:

O ministro criticou a forma como é feita a inscrição dos usuários no programa. “O programa tem que ser eficiente, tem que ser para realmente diminuir a pobreza e não para ficar aumentando a renda de pessoas que já estão indo para a classe média”, falou.

De acordo com o ministro, é importante reforçar ações para que essas pessoas saiam do programa. “O Bolsa Família não é opção de vida de ninguém (...) É um programa temporário, importantíssimo, necessário, mas ele é necessário. Nós temos que trabalhar para que as pessoas saiam do Bolsa Família”, comentou o ministro.

Ele acredita que é importante fazer com que o beneficiário do programa aumente sua renda por conta própria, para que não dependa mais no benefício. “Seriam pequenos empreendimentos, estimular as pessoas a irem para pequenos empreendimentos. A ideia é criar um kit de desenvolvimento local sustentável e colocar em cada município voltado para pessoas do Bolsa Família”, explicou. Ele detalhou que esse kit teria cursos, trabalhos do Sesi, Sesc, na área de cursos profissionalizantes junto com microcrédito da Caixa Econômica.

O ministro disse que é preciso capacitar as pessoas para a realidade local. “O que é que tem naquela localidade que precisa de emprego que precisa de capacitação, mas que garante que a pessoa dentro da capacitação vai ter um emprego”, falou. “Um pouco diferente do que as universidades oferecem um cardápio de cursos como Pronatec e que não tem nada a ver com a realidade que a pessoa vive”, completou.

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