VIOLÊNCIA

PM assassinado em Paulista ensinava jiu-jitsu em comunidades carentes

Este é o segundo Sargento morto em menos de 24h na Região Metropolitana do Recife

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Publicado em 18/05/2016 às 0:12
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Sargento Silvio Paulo Ferreira dos Vasconcelos. Foto: reprodução/facebook

Reportagem de Caroline Santos

A Polícia Militar investiga o assassinato do Sargento Silvio Paulo Ferreira dos Vasconcelos, de 47 anos, que era coordenador do Projeto Arte Suave – uma parceria entre a Secretaria Municipal de Políticas Sociais, Esportes e Juventude de Paulista, Centro de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS) Regional e o 17º Batalhão da Polícia Militar, que leva aulas de jiu-jitsu para adolescentes que cumprem medidas socioeducativas e jovens em situação de vulnerabilidade nas comunidades do município.

Na noite desta terça-feira (17) quatro criminosos em duas motos, abordaram o sargento e efetuaram os disparos quando ele buscava a esposa em um ponto de comércio na PE-22 bairro da Alameda Paulista. Quatro tiros atingiram Silvio Vasconcelos, que foi socorrido para o Hospital Miguel Arraes em Paulista, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

No Hospital, Policiais Militares e Civis, familiares e amigos se reuniram, mas preferiram não se pronunciar sobre o ocorrido. A Polícia Militar investiga as causas crime e não descarta nenhuma possibilidade. Dos quatro suspeitos, dois foram presos e os outros estão sendo procurados. Essa é a segunda morte de um Sargento da PM na Região Metropolitana do Recife em Menos de 24h.

O corpo de Silvio Paulo Ferreira dos Vasconcelos será enterrado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, às 17h. A família não quis gravar entrevista.

Em nota, a Polícia Militar lamentou o assassinato dos dois sargentos. "Ser policial militar é, antes de tudo, um sacerdócio e honrar o compromisso de defender a sociedade, com o risco da própria vida, transforma o compromisso dos honrosos policiais militares na maior razão de suas existências", diz o texto. O Comando Geral da PM diz ainda que não descansará "enquanto não prenderem e apresentarem à sociedade os responsáveis por tirar dela alguns dos seus heróis".

Em solidariedade aos que perderam entes queridos, a nota assinada pelo Comandante Geral da PM, Coronel Carlos D'Albuquerque, diz que "determinou ao Centro de Assistência Social da Corporação o imediato empenho em solidariedade a todos".

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