POLÊMICA

Michel Temer decide manter ministro da Transparência a pedido de Renan Calheiros

Gravações mostram o ministro Fabiano Silveira dando orientações para a defesa de investigados da Operação Lava Jato

Rádio Jornal
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Publicado em 30/05/2016 às 16:23
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Ministro da Transparência, Fabiano Siliveira
Foto: Geraldo Magela/ Câmara dos Deputados

Se Michel Temer assumiu o cargo de presidente para passar o Brasil a limpo, vai continuar sujo. Mesmo tento sido enxotado pelos servidores da Controladoria Geral da União, onde nem conseguiu desembarcar hoje para trabalhar, o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, foi ao Palácio do Planalto encontrar o presidente interino e saiu de lá ocupando o cargo.

Apesar da divulgação de gravações de conversas em que ele faz críticas à Operação Lava Jato e dá orientações para a defesa de investigados pelo desvio de recursos da Petrobras, ele se mantém no cargo.

Há pouco mais de três meses, Fabiano esteve na casa de Renan Calheiros e lá se encontrou também com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. O assunto foi a Operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras.

Integrante do Conselho Nacional de Justiça à época da gravação, Fabiano Silveira orienta como Renan Calheiros e Sérgio Machado devem apresentar as respectivas defesas junto à Procuradoria Geral da República.

Confira os detalhes no flash de Romoaldo de Souza:

Na noite desse domingo, Fabiano esteve na casa do presidente interino Michel Temer que conversou com vários ministros e Temer teria sido orientado a esperar um pouco mais para sentir a repercussão da denúncia. O presidente do Senado, Renan Calheiros, padrinho de Fabiano Silveira no Governo, também ligou para Temer e minimizou o tom da conversa.

Hoje, quando chegou para trabalhar, Fabiano foi impedido de descer do carro na porta da PGR. Ele deu meia volta, esteve no Palácio, falou com o presidente interino e saiu como entrou: ministro.

Depois desse encontro, Michel Temer avaliou que as gravações contra Fabiano não são tão contundentes e decidiu manter o ministro no cargo.

Em nota, o Sindicato dos Servidores da Controladoria diz que o ministro demonstrou não preencher os requisitos de conduta necessários para estar à frente de um órgão que zela pela transparência pública e pelo combate a corrupção.

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