CONCURSO

Polícia Civil garante que não houve fraude em concurso da PM

Mesmo com reclamações e denúncias de candidatos nas redes sociais, o órgão negou qualquer irregularidade

Rádio Jornal
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Publicado em 30/05/2016 às 8:52
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Muitos candidatos compareceram à prova no Recife. Foto: Rafael Carneiro/Rádio Jornal

O concurso da Polícia Militar realizado na manhã do último domingo (29) causou polêmica entre os candidatos. Nas redes sociais, são vários os relatos de concurseiros detalhando falhas, como atrasos na entrega do caderno de questões e candidatos entrando com objetos proibidos em concursos públicos, como relógios e bonés. Mesmo assim, a Polícia Civil, responsável pelas provas, nega fraudes.

A princípio, as 1.500 vagas de soldado disponíveis são disputadas por mais de 121 mil inscritos. O gabarito da prova de Conhecimentos Gerais já foi divulgado na internet. Os relatos de irregularidades deixaram os candidatos desconfiados. Um deles, que não quis ser identificado, faz uma lista com falhas que comprometem a lisura do processo seletivo:

Enquanto a prova era realizada, a Secretaria de Defesa Social (SDS) ficou responsável pela Operação Ponto Eletrônico. O esquema foi voltado para evitar fraudes nas provas por meio do uso de um equipamento auricular de última geração. Doze pessoas foram presas, entre elas duas mulheres. Todos permanecem na unidade do Grupo de Operações Especiais (GOE) no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. O líder do grupo foi detido no interior de um veículo, de onde iria repassar as respostas da prova.

A Polícia Civil descarta o envolvimento de profissionais da comissão organizadora do concurso na irregularidade. No total, 160 militares e 50 policiais civis participaram das investidas no Grande Recife e interior do Estado. A Operação Ponto Eletrônico vai ser apresentada em uma coletiva de imprensa às 9h30 desta segunda-feira (30), na sede da SDS na Rua da Aurora.

O delegado responsável pelos procedimentos, Joselito Kerle do Amaral, antecipa as informações:

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