INVESTIGAÇÃO

Prefeitura do Recife responsabiliza governo federal por irregularidades no Bolsa Família

Empresários, servidores públicos e até doadores de campanhas eleitorais recebem o benefício de, no máximo, R$ 177.

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Publicado em 02/06/2016 às 6:23
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Ministério Público Federal encontrou as irregularidades por meio de um cruzamento de dados. Foto: Reprodução/Internet


O Recife está entre as cinco metrópoles na mira da investigação do Ministério Público Federal que apura irregularidades no repasse do programa Bolsa Família. No total, o desvio de dinheiro público chegou a R$ 2,5 bilhões entre 2013 e 2014.

O Bolsa Família foi criado em 2003 com o objetivo de transferir renda para famílias de baixa renda. Porém, o Ministério Público Federal, com base no cruzamento de dados inclusive da Receita Federal, descobriu distorções. Servidores públicos, empresários e doadores de campanhas eleitorais recebem o benefício de, no máximo, R$ 177.

No Recife, 150.397 estão incluídas no cadastro feito pela prefeitura. Em 2016, 12 mil dos inscritos devem atualizar os dados por completar dois anos para continuar no programa.

A secretaria de Desenvolvimento Social do município diz que acompanha as famílias através de visitas domiciliares. A secretária Ana Rita Suassuna afirma que o governo federal é responsável pelas irregularidades do cadastro do Bolsa Família.

“A seleção de quem vai receber o Bolsa é do sistema do governo federal de acordo com os critérios que utiliza", disse. "O máximo que o município quando há dúvida é bloquear o benefício”, completou.

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