OPINIÃO

“Falar bonito, muitas vezes, é você falar e não dizer nada", diz professor de português

O debate da Super Manhã destacou a importância de comunicar-se bem

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Publicado em 08/06/2016 às 13:49
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Foto: Reprodução/ Internet

No debate da Super Manhã dicas de oratória, de como se expressar em público. O diferencial de quem sabe falar e se comunicar bem. O professor de português José Ricardo, o publicitário José Nivaldo Júnior e o pesquisador Renato Phaelante foram os convidados de Geraldo Freire, o Comunicador da Maioria.

O professor de português diz que falar bonito e falar bem não são a mesma coisa. “Falar bonito, muitas vezes, é você falar e não dizer nada. A famosa enrolação. Mas o falar bem significa falar com significado, funcionalidade e contexto”, disse.

Segundo ele, a questão do preconceito linguístico foi colocada à margem. Mas ressalta que é importante utilizar a forma mais apropriada de acordo com o ambiente em que fala. “Falar bem é falar adequadamente ao contexto com quem você se dirige”, destacou.

Para José Nivaldo Júnior a língua portuguesa é uma língua fantástica e lembra a diferença com o inglês, um idioma mais simples. “O inglês é uma língua muito simples, muito objetiva. Há até quem associe o inglês ao sucesso do capitalismo e dos negócios. É muito mais fácil fazer negócio numa língua direta e objetiva”, disse.

“O português é uma língua cheia de regras e de detalhes. A linguagem influencia a cultura”, comentou o publicitário, destacando que os países que falam as línguas latinas são mais alegres, mais extrovertidos. “O poder das palavras é algo muito forte na vida. Por isso eu evito usar palavras negativas, como azar”, brincou o publicitário, batendo na mesa.

O pesquisador Phaelante lembrou um pouco da história do rádio e a influência da voz. “No rádio falava-se bonito, corretamente e bem”, contou. “Quando ela é oportuna, nada é mais importante do que a palavra”, acrescentou. “Eu acho que o rádio mudou muito. Hoje é uma linguagem mais jornalística”, avaliou o pesquisador.

Segundo o professor José Ricardo, essa mudança se deu também pela universalização da comunicação.

Ouça o debate completo:

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