OPERAÇÃO TURBULÊNCIA

Fernando Bezerra Coelho repudia vinculação de seu nome à operação da Polícia Federal

Investigação da polícia apontou que R$ 600 milhões do dinheiro público foram desviados nos últimos seis anos para financiar campanhas políticas

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Publicado em 21/06/2016 às 15:57
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Foto: Agência Brasil

Em nota, a assessoria do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) repudiou a vinculação do nome dele à "Operação Turbulência", afirmando que o senador não foi mencionado nos autos da investigação.

Segundo a nota, Fernando Bezerra não foi coordenador das campanhas de Eduardo Campos à Presidência da República, nem em 2010 nem em 2014; não tendo, portanto, exercido qualquer função financeira nas campanhas de Campos.

R$ 600 milhões do dinheiro público teriam sido desviados nos últimos seis anos para 18 contas bancárias de fachada com objetivo de financiar campanhas políticas, inclusive do ex-governador Eduardo Campos.

Essa é a conclusão da operação turbulência da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (21) em Pernambuco e em Goiás. Quatro pessoas foram presas na iniciativa, João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho e Eduardo Freire Bezerra Leite, detidos no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Além deles, Apolo Santana Vieira e Arthur Roberto Lapa Rosal, presos no Recife. Agora, a polícia procura por Paulo César de Barros Morato, que está foragido. De acordo com as investigações, João Carlos, Apolo Santana e Eduardo Freire seriam os líderes do esquema de lavagem. Já Arthur Roberto e Paulo César, os donos das principais empresas que "limpavam" o dinheiro.

No vídeo, carros apreendidos durante operação:

Segundo a delegada da Polícia Federal, Andréa Pinho, a investigação começou quando foi confirmado que as empresas falsas compraram o jato Cessna, envolvido no acidente da morte de Eduardo Campos e de outras seis pessoas.

Confira os detalhes na reportagem de Clarissa Siqueira:

Ainda de acordo com a Polícia Federal, algumas das empresas usadas para o desvio são: Bandeirantes Pneus, Giovani Pescados, CRM Material de Construção e Câmara e Vasconcelos. Essa última, de propriedade de Paulo Morato, o foragido.

Segundo investigação da Operação Lava Jato, a Câmara e Vasconcelos teria recebido R$ 18,8 milhões da empreiteira OAS para fazer a terraplanagem da transposição do Rio São Francisco. A polícia apura qual o destino do dinheiro.

Detalhes foram apresentados durante coletiva de imprensa nesta terça-feira

A polícia investiga se outras pessoas, além do ex-governador, teriam sido beneficiadas com o esquema de lavagem de dinheiro. Um dos indicativos é de que o senador Fernando Bezerra Coelho estaria envolvido como articulador, no papel de recolher e encaminhar porcentagens para as campanhas de 2010 e 2014 de Eduardo.

A empreiteira OAS afirmou que aguarda ser comunicada oficialmente para se pronunciar. A família do ex-governador Eduardo disse que não vai falar sobre o caso. O PSB, partido do ex-governador e de Fernando Bezerra Coelho afirmou que apoia as investigações da Polícia Federal.

Confira a nota completa

"Fernando Bezerra Coelho repudia a incorreta vinculação do nome dele à "Operação Turbulência", uma vez que o senador não é sequer mencionado nos autos desta investigação. Além disso, Fernando Bezerra afirma que não foi coordenador das campanhas de Eduardo Campos, à Presidência da República, nem em 2010 nem em 2014; não tendo, portanto, exercido qualquer função financeira nas campanhas de Campos.

Quanto à investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) – ainda não concluída –, Fernando Bezerra Coelho ratifica que sempre esteve à disposição para colaborar com os ritos processuais e fornecer todas as informações que lhe foram e, porventura, venham a ser demandadas. O senador reitera, ainda, que mantém a confiança no trabalho das autoridades que conduzem o processo investigatório no STF, acreditando no pleno esclarecimento dos fatos".


Nota oficial do PSB sobre a Operação Turbulência

"A direção nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB, em face da Operação Turbulência, da Polícia Federal, noticiada hoje (21) pela imprensa, informa à sociedade brasileira ter plena confiança na conduta do nosso querido e saudoso Eduardo Campos, ex-presidente e ex-governador de Pernambuco.

O Partido apoia a apuração das investigações e reafirma a certeza de que, ao final, não restarão quaisquer dúvidas de que a campanha de Eduardo Campos não cometeu nenhum ato ilícito."

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