OPERAÇÃO TURBULÊNCIA

Organização criminosa mascarava doações para campanhas políticas

OAS pode estar envolvida com a aquisição do CESSNA usado por Eduardo Campos. PF vê indícios de que senador Fernando Bezerra Coelho recolhia os valores para a campanha

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Publicado em 21/06/2016 às 12:34
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Foto: Jornal do Commercio

Em coletiva de imprensa, a Polícia Federal em Pernambuco destacou detalhes da Operação Turbulência, deflagrada nesta terça-feira (21). As investigações apuram uma organização criminosa suspeita de utilização de empresas fantasma para lavagem de dinheiro e formação de caixa dois para campanhas políticas.

Durante a coletiva, a Polícia afirmou que tanto políticos pernambucanos quanto de outros estados foram beneficiados com o esquemas. Nesta terça-feira, quatro pessoas foram presas. Carros de luxo e até um helicóptero foram apreendidos. Ouça a coletiva completa:

Segundo a investigação, a compra do CESSNA usado por pelo ex-governador Eduardo Campos durante campanha de 2014 foi feita por empresas fantasmas. De acordo com a PF, 17 empresas pernambucanas e uma do estado de Goiás estão relacionadas no inquérito.

A OAS pode estar envolvida com a aquisição do avião. De acordo com a Polícia Federal, a empreiteira pode ter usado uma empresa de fachada para viabilizar. A empresa Câmara e Vasconcelos, por exemplo, pode ter recebido quase R$ 19 milhões da OAS de forma ilegal.

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Apesar de haver essa e outras vinculações, os políticos envolvidos não são investigados na Operação Turbulência, e sim em inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal. O relatório da Operação Turbulência sugere que há indícios de que o senador Fernando Bezerra Coelho fosse o responsável por recolher os valores.

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