CANAL DO FRAGOSO

Parlamentares e sociedade civil debatem obras do Canal do Fragoso

O investimento, atrasado há 29 meses, tem gerado polêmica, principalmente depois da chuva e alagamentos do último 30

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Publicado em 21/06/2016 às 15:47
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Foto: Ashlley Melo |JC Imagem


Com o objetivo de debater as obras de revestimento do Canal do Fragoso, em Olinda, deputados pernambucanos apresentaram, nesta terça-feira (21), na Assembleia Legislativa de Pernambuco, propostas de mudança na conclusão do empreendimento, iniciado em 2013.

O Canal do Fragoso faz parte das obras da via metropolitana norte, que prevê o alargamento do canal para solucionar problemas de enchentes em bairros como Jardim Fragoso, Jardim Atlântico e Casa Caiada.

Mesmo assim, o investimento, atrasado há 29 meses, tem gerado polêmica, principalmente depois da chuva do último 30 de maio, quando moradores da região ficaram ilhados devido às inundações no local.

Suellen Fernandes traz os detalhes:

A sessão na Alepe, realizada pela comissão de negócios municipais, foi proposta da deputada estadual, Tereza Leitão do PT. Ela menciona a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado, que encontrou erros na execução do projeto e o que pretende com o encontro. “Toda lógica da construção vai ter que ser alterada (...) fazer uma re-análise de toda a legislação que trata dos estudos de impacto ambiental e se abra um acompanhamento com a participação da sociedade e dos governos estaduais e municipais e que a assembleia tenha acesso ao laudo e respostas do governo”, afirmou.

Estiveram presentes no plenário da Alepe membros da Prefeitura de Olinda, da Defesa Civil da cidade, da Companhia Estadual de Habitação e Obras, Cehab.

Para representar a sociedade civil, membros do Mais Parques Olinda” apresentaram os impactos da obra para a população. Diogo Galvão é mestre em geografia e especialista em ocupação em áreas de risco, para ele, a falta de estudo de impacto ambiental é o que mais atinge os olindenses. “As ações que tomaram durante a obra fizeram com que agravasse as possibilidades de alagamento”, disse.

Nem o Ministério Público de Pernambuco, nem o TCE estiveram presentes da sessão desta terça-feira.

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