OPERAÇÃO CUSTO BRASIL

Empresários presos no Recife envolvidos em esquema de desvio de verba

Entre 2010 e 2015 cerca de R$ 100 milhões foram desviados em contratos de prestação de serviços a uma empresa de informática fictícia

Rádio Jornal Rádio Jornal
Rádio Jornal
Rádio Jornal
Publicado em 23/06/2016 às 14:26
Leitura:
Foto: Divulgação


Duas pessoas foram presas, nesta quinta-feira (23), no Recife, por desvio de verba de uma empresa de fachada para funcionários públicos federais e políticos. Eles foram presos na operação "Custo Brasil" deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com Ministério Público Federal e a Receita Federal.

A operação, que é um desdobramento da "Lava Jato", foi realiza em outros três estados e o Distrito Federal. Entre 2010 e 2015 cerca de R$ 100 milhões foram desviados em contratos de prestação de serviços a uma empresa de informática fictícia.

Ao todo, a investigação cumpriu 65 mandados, sendo 40 de busca e apreensão, 14 de condução coercitiva e 11 de prisão preventiva, em Pernambuco, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Aqui no estado, foram cinco mandados, três de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.

Em Pernambuco foram presos os empresários Emanuel Dantas do Nascimento, de 54 anos, e Joaquim José Maranhão da Câmara, de 52 anos. De acordo com o chefe de comunicação da Polícia Federal de Pernambuco, Giovani Santoro eles estão sendo levados para São Paulo. “Todo esse material e os presos daqui estão sendo encaminhados para São Paulo”, disse.

Segundo a Polícia Federal de São Paulo, o esquema foi encabeçado pelo ex-ministro de planejamento, orçamento e gestão, Paulo Bernardo. A empresa contratou um escritório de advocacia fictício vinculado ao ex-ministro.A PF também afirma que ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, gerenciava o dinheiro destinado ao PT.

Rodrigo de Campos Costa, delegado regional de combate ao crime organizado da Polícia Federal informa que o dinheiro sempre saía da Consist e repassado aos parceiros. “Em todos os casos havia simulação de prestação de serviços. Na ponta da cadeia sempre estavam os agentes públicos e políticos envolvidos”, detalha.

Os investigados se condenados vão responder pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com penas que variam entre dois e 12 anos de prisão.

Confira na reportagem de Juliana Nascimento:

Mais Lidas