OPERAÇÃO TURBULÊNCIA

Polícia diz que é remota a possibilidade de homicídio de Paulo Morato

Paulo César Morato era apontado como dono de um empresa de fachada utilizada para desviar dinheiro e, junto com outros empresários, teria lavado mais de R$ 600 milhões

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Publicado em 23/06/2016 às 13:48
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Paulo César foi encontro morto na noite dessa quarta-feira (23)
Foto: Montagem

O corpo do empresário Paulo César de Barros Morato, encontrado morto nessa quarta-feira (22), em um motel de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, deve ser liberado em até sete dias do Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco praticamente descartou a possibilidade de que o empresário tenha sido assassinado.

Polícia foi acionada após funcionários do motel estranharem a demora do empresário

Peritos técnicos da Polícia Civil de Pernambuco devem analisar até o final da semana as imagens de duas câmeras de segurança que funcionavam dentro do motel onde o corpo do empresário Paulo César Morato foi encontrado na noite da última quarta-feira (22). O caso fica sob responsabilidade de uma força tarefa do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, durante o mesmo período, até que passe para apenas uma equipe do DHPP, que ainda não foi definida.

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A repórter Clarissa Siqueira tem os detalhes do caso:

O médico legista Marcus Justino disse que a hipótese de suicídio não é descartada. “Foram colhidas vísceras e foram mandadas para a toxicologia e estamos aguardando o resultado para poder afirmar isso com objetividade”, disse.

Ninguém da família do empresário investigado na Operação Turbulência, deflagrada na terça-feira (21) e estava foragido. Ele era apontado como laranja em um esquema milionário de lavagem de dinheiro de recursos públicos.

Confira outros detalhes do perito no vídeo:

Paulo Morato era investigado por ser o dono da empresa Câmara e Vasconcelos, empresa de fachada de terraplanagem. De acordo com a investigação, a Câmara e Vasconcelos teria, junto com outras empresas, lavado mais de R$ 600 milhões para campanhas políticas e a compra do jato Cessna, envolvido na morte do ex-governador Eduardo Campos e de outras seis pessoas.

Segundo o médico legista, o corpo de Paulo César não apresentava sinais de violência nem internamente e nem externamente. Ninguém da família foi fazer o reconhecimento do corpo e não há nenhum documento de identificação, por isso o empresário é tratado como identidade desconhecida.

De acordo com funcionários do motel, Paulo Morato teria entrado aparentemente sozinho no local, na terça-feira ao meio dia. Depois de mais de 24 horas sem comunicação, as camareiras entraram na suíte com a chave mestra e observaram o corpo em cima da cama, sem camisa e sem sapatos. Acionados, os policiais encontraram além de roupas, documentos, R$ 3 mil, relógios e várias caixas de medicamentos para hipertensão.

A gerente geral da Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, detalha que o corpo só deve ser liberado daqui a sete dias, quando terminam as perícias no corpo do empresário.

Sete pendrives, três celulares, vários envelopes de depósito bancários vazios, além de cheques em branco no nome de terceiros também foram encontrados no carro de Morato. Segundo a polícia, tudo deve ser avaliado pela Polícia Federal, já que o material vai ajudar na Operação Turbulência.

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