TURBULÊNCIA

Polícia investiga causa da morte de foragido da Operação Turbulência

O empresário foi encontrado morto em motel. Paulo Morato era investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e estava foragido

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Publicado em 23/06/2016 às 5:55
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Foto: Caroline Santos/Rádio Jornal


Reportagem de Caroline Santos e Clarissa Siqueira

A Polícia Civil de Pernambuco está investigando a morte de Paulo César de Barros Morato, de 47 anos. O empresário era investigado na Operação Turbulência, deflagrada nessa terça-feira pela Polícia Federal, e estava foragido. O corpo foi encontrado na noite dessa quarta-feira (22), no motel Tititi, localizado às margens da Segunda Perimetral, no bairro de Sapucaia, em Olinda. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Nesta quinta-feira (23), uma nova perícia será feita no quarto do motel onde o corpo foi encontrado. Na suíte foram encontrados R$ 3 mil em espécie e um relógio avaliado em R$ 10 mil. As informações. Saiba mais na reportagem de Clarissa Siqueira:

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O Instituto de Criminalística recolheu travesseiros e objetos pessoais encontrados no quarto do motel para perícia. Alguns medicamentos foram encontrados no carro do empresário, que foi encaminhado para o Departamento do Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), no Cordeiro, Zona Oeste do Recife.

Foto: Caroline Santos/Rádio Jornal


O caso está sob responsabilidade da delegada Gleide Ângelo, da Delegacia de Homicídios de Olinda, e o delegado Jorge Ferreira, da Delegacia do Varadouro, que devem se pronunciar sobre o ocorrido durante esta quinta-feira. Se a morte do empresário tiver relação com a Operação Turbulência, a Polícia Federal também entra nas investigações do caso.

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De acordo com testemunhas que não quiseram gravar entrevista, Paulo Morato chegou ao local sozinho por volta do meio dia dessa terça-feira. Os funcionários do estabelecimento estranharam a falta de contato do cliente. Ao entrar no quarto, encontraram o empresário morto e acionaram a Polícia Militar.

Paulo Morato era apontado como laranja de um esquema milionário de lavagem de dinheiro envolvendo desvio de recursos públicos de obras da transposição do São Francisco e da Refinaria Abreu Lima. Ele era dono da empresa de fachada Câmara e Vasconcelos Locação e Terraplanagem Ltda, que, segundo a Polícia Federal, recebeu R$ 18,8 milhões da OAS. Os investigadores encontraram um total de R$ 24 milhões em contas bancárias de Morato.

O esquema investigado pela Operação Turbulência era realizado por meio de empresas fantasmas para financiar de campanhas políticas. A Polícia Federal estima que a organização criminosa tenha desviado cerca de R$ 600 milhões em recursos públicos entre 2010 e 2016 e, que parte desse dinheiro tenha sido destinado para o caixa dois das campanhas do ex-governador Eduardo Campos, em 2010 e em 2014.

Na manhã desta quinta, a repórter Clarissa Siqueira esteve no motel e registrou o movimento enquanto aguardava a perícia do Instituto de Criminalística. Ouça no flash abaixo:

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