BRASÍLIA

Prisão de Paulo Bernardo repercute também em processo de impeachment

Paulo Bernardo é casado com a senadora Gleisi Hoffmann, uma das mais atuantes parlamentares em defesa do mandato de Dilma Rousseff

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Publicado em 23/06/2016 às 15:56
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Foto: Agência Brasil


A prisão de Paulo Bernardo, nesta quinta-feira, não mexeu apenas com a política em Curitiba, no Paraná, onde é a base eleitoral dele que já foi deputado federal pelo PT do Estado. Mexeu também com a Comissão do Impeachment porque Paulo Bernardo é marido da senadora Gleisi Hoffmann.

A senadora é uma das mais atuantes parlamentares em defesa do mandato de Dilma Rousseff. No início da tarde, o senador Lindbergh Farias afirmou que considera muito estranho que a operação da Polícia Federal tenha se desencadeado justamente agora, momento em que a fase da investigação contra a presidente afastada Dilma Rousseff na Comissão do Impeachment está ganhando um “vulto” para inocentar a presidente.

Nessa operação da Polícia Federal, que apura uma denúncia de que a empresa Consist teria sido montada para gerenciar contratos de crédito consignado no Ministério do Planejamento, que foi comandado por Paulo Bernardo, na gestão do então presidente Lula.

Esse acordo repassava propina para o PT e para o próprio Paulo Bernardo, que teria recebido cerca de R$ 7 milhões.

Ainda nessa operação da Polícia Federal foi preso o jornalista Leonardo Attuch, que é dono e criador do site 247. Tem um pedido de prisão preventiva contra o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, e havia até um mandato de busca e apreensão na casa do ex-ministro da Previdência, Carlos Gabas, que disse estar à disposição da Justiça.

Confira os detalhes na reportagem de Romoaldo de Souza:

O Ministério do Planejamento e a defesa de Paulo Bernardo divulgaram nota. Nessa nota, eles dizem que dentro do Ministério do Planejamento a responsabilidade pelo acordo técnico era da Secretaria de Recursos Humanos e não envolvia o então ministro Paulo Bernardo.

A nota diz ainda que o inquérito que foi instaurado dentro do Ministério do Planejamento não apurou qualquer negligência por parte do ministro Paulo Bernardo, que também foi ministro das Comunicações, no governo Dilma.

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