POLÊMICA

Decisão do STF não deve interferir em investigação contra Bolsonaro na Comissão de Ética

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) vai ser investigado pelo crime de apologia à ditadura militar

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Publicado em 28/06/2016 às 15:53
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Foto: Agência Brasil

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) vai ser investigado pelo crime de apologia à ditadura militar. Em abril, quando votou pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, Bolsonaro disse que estava homenageando a memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor, segundo ele, de Dilma.

O coronel Carlos Alberto Ustra ficou reconhecido pela Justiça Brasileira como torturador durante o período da Ditadura Militar, que foi de abril de 1964 a março de 1985. O coronel morreu no ano passado.

Nesta terça-feira (28), o presidente do Conselho de Ética, o deputado José Carlos Araújo (PR) afirmou que não espera nesse processo interferência daquela decisão tomada na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu uma investigação contra Bolsonaro acusado de incitamento ao estupro.

Confira os detalhes na reportagem de Romoaldo de Souza:

O deputado José Geraldo (PT) informou que não há qualquer ação deliberada do partido contra Jair Bolsonaro e por isso mesmo ele disse que se vier a se tornar relator do processo vai analisar a denúncia contra Jair com isenção, independentemente sobre o que Bolsonora disse sobre Dilma.

Dificilmente esse processo vai culminar com a cassação do mandato de Jair Bolsonaro. A reportagem da Rádio Jornal já apurou que há um grupo de deputados que vai propor uma plena mais leve, mas nada de pedir a cassação do mandato do parlamentar.

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