MISTÉRIO

Parte das vísceras de Paulo Morato foi levada para Paraíba

O equipamento do IML do Recife, responsável por parte da análise, estava em manutenção

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Publicado em 29/06/2016 às 13:57
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Corpo de Paulo César Morato foi encontrado em motel há uma semana
Foto: Sérgio Bernardo/ Rádio Jornal

Uma semana após a morte até agora misteriosa do empresário e suspeito de envolvimento na lavagem de dinheiro público, Paulo Cesar Morato, de 49 anos, o caso segue sem explicação e o corpo continua sem liberação no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. Nesta quarta-feira (29), pela manhã, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cisneiros, foi ao IML para saber, por meio da direção do órgão, a informação de que parte das vísceras de Morato foi levada para o estado da Paraíba para realização de exames toxicológicos.

Em nota, a Secretaria de Defesa Social disse que o equipamento estava em manutenção no dia, por isso parte das vísceras foi levada. Considerando a urgência do caso, o perito criminal responsável pelas análises se deslocou ao Estado da Paraíba realizou as devidas análises periciais e retornou ao ICPAS para a conclusão das demais perícias.

Confira os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira:

O médico legista dr. Marcus Justino que realizou os primeiros exames no corpo do empresário na semana passada, diz que o material teria sido enviado para outro estado por falta de equipamento no IML do Recife.

Ainda segundo Áureo Cisneiros, uma documentação solicitando resposta e agilidade no caso já foi enviada à Secretaria de Defesa Social (SDS) e à chefia de polícia. Na sexta-feira (1º) a solicitação será encaminhada ao Ministério Público de Pernambuco.

Paulo Cesar Morato foi encontrado morto em um motel localizado na Segunda Perimetral Norte, na cidade de Olinda no dia 22 deste mês. Ele era um dos investigados na Operação Turbulência deflagrada pela Polícia Federal de Pernambuco que investiga desvio de dinheiro público. Paulo Cesar estava sendo procurado pela polícia como sendo testa de ferro de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro para financiar as campanhas do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nos anos de 2010 e 2014.

De acordo com a Gerência Geral de Polícia Científica o Laboratório de Toxicologia do ICPAS está equipado com aparelhos capazes de realizar diversas análises toxicológicas, inclusive recebe peritos criminais de outros Estados para realizar tais exames, contribuindo de forma positiva para o crescimento da perícia no Brasil.

Confira a nota completa:

O cromatógrafo gasoso acoplado ao espectofotômetro de massa - CGMS, equipamento do laboratório de toxicologia deve passar periodicamente por manutenção, necessária e indispensável ao bom funcionamento do aparelho e em algumas situações demora alguns dias. Esta manutenção estava sendo realizada quando surgiu a necessidade de se fazer perícias toxicológica relacionada ao caso Paulo César Morato.

Considerando a urgência do caso, o perito criminal responsável pelas análises se deslocou ao Estado da Paraíba, que historicamente é nosso parceiro, realizou as devidas análises periciais e retornou ao ICPAS para a conclusão das demais perícias.

Destaca-se que em situações normais, não havia necessidade desse deslocamento, visto que teríamos o tempo necessário para aguardar o fim da manutenção.

A gerência salienta ainda, que a perícia toxicológica é composta de várias etapas e que o uso do CGMS é a última destas etapas. Outras análises periciais estão em andamento nos laboratórios da Polícia Científica de Pernambuco e que ao final de todas elas, a imprensa será devidamente informada dos processos e conclusões.

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