Caso Morato: após três horas de perícia, equipes de polícia deixam motel

Delega Gleide Ângelo e a perita criminal Vanja Coelho não falaram com a imprensa, mas a assessoria informou que será realizada uma coletiva nesta tarde

INVESTIGAÇÃO

Rádio Jornal

Equipes deixando motel 
Foto: Juliana Oliveira/ Rádio Jornal

Após quase três horas de espera em frente ao motel TiTiTi, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, onde o corpo do empresário Paulo César Morato foi encontrado, equipes de polícia saíram do local sem falar com a imprensa. 

Neste sábado (2), após mais de 10 dias do caso, a polícia deu continuidade aos trabalhos de investigação sobre o caso. Os peritos tiraram fotos do local. A delegada Gleide Ângelo, responsável pelas investigações e a perita Vanja Coelho estavam no local.

Até o momento, sabe-se que o empresário morreu por envenenamento com chumbinho. Mas a Secretaria de Defesa Social não informa se foi assassinato ou suicídio. 

Há pouco, a SDS informou que concederá uma entrevista coletiva no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).  

Os detalhes na reportagem de Juliana Oliveira: 

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A equipe de reportagem da Rádio Jornal chegou a ser intimidada por um homem que se identificou como policial civil em um carro modelo Uno preto, estacionado em um posto de gasolina próximo ao motel. O homem disse para a equipe sair do local, que, por receio, saiu do local. Em seguida, o homem entrou no motel. 

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Paulo César Morato foi encontrado morto no dia 22 de junho

No dia 22 de junho, Paulo Cesar Morato foi encontrado morto no motel, um dia após a realização da Operação Turbulência, da Polícia Federal, que investiga o desvio de dinheiro público em Pernambuco e Goiás teria movimentado mais de R$ 600 milhões em operações ilegais desde 2010. 

A investigação iniciou a partir da análise de movimentações financeiras suspeitas nas contas de empresas envolvidas na aquisição da aeronave CESSNA CITATION PR-AFA, utilizado pelo ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, durante a campanha. A aeronave é a mesma que Eduardo Campos utilizava no acidente aéreo em 2014 que o matou. 

No curso da Operação Turbulência foram cumpridos quatro mandados de prisão. Foram presos os empresários João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite, Apolo Santa Vieira e o advogado Arthur Roberto Lapa Rosal. O quinto mandado de prisão era de Paulo César de Barros Morato.

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