SUPERAÇÃO

Histórias de ascensão social, superação e oportunidades no debate da Super Manhã

Conheça a história do ex-alcoolista, do ex-cortador de cana, do jovem negro do subúrbio e do jornalista cego

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Publicado em 06/07/2016 às 13:17
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Foto: Rádio Jornal

No debate da Super Manhã desta quarta-feira (6), histórias de ascensão social, superação e oportunidades. Geraldo Freire recebeu Jonas Lopes, José Itamar da Rocha, Rafael Ramo, Otto Bernard e Vinícius Passos.

Jonas Lopes, formou-se em Medicina recentemente. A história de vida dele ficou famosa e ganhou os noticiários. O diferencial é que o jovem é um ex-cortador de cana, de origem humilde. Ele disse que não esperava essa repercussão. “Eu era capetinha e mainha para não ficar sozinha no corte da cana ela me levava quando eu tinha seis anos. Mas a gente não pode pensar que ela fazia isso por maldade, ela fazia para não ficar sozinha”, lembrou.

O pai de Jonas é pedreiro e quando ele tinha 12 anos a situação financeira da família ficou complicada, o que o obrigou a ir trabalhar no corte da cana. “Essa carga genética do amor pelo conhecimento, pelos estudos, eu recebi deles [dos pais]. E a gente sempre foi incentivado”, disse. O jovem falou que conseguiu entrar no curso de medicina após o início do sistema de cotas.

Confira os detalhes no debate completo:

O economista Rafael Ramos falou sobre a sua origem história humilde. A mãe dele é do Piauí e foi abandonada pelo marido ao descobrir que estava grávida de Rafael. Morador do bairro do Ibura, Rafael não saiu do bairro de origem. Ele se formou em Economia na Universidade Federal de Pernambuco e hoje em dia é economista Fecomércio.

Vinicius Passos é cego e, recentemente, formou-se em jornalismo. Ele perdeu a visão aos 13 anos de idade, mas isso não o impediu de realizar os próprios sonhos. “Eu acho que estou trilhando um caminho para o meu futuro que não é só isso. Eu não acho que tenha vencido ainda. Acho que falta muita coisa ainda”, contou, animado, o participante.

O advogado José Itamar da Rocha superou o vício no álcool, formou-se em direito e superou a doença. “Eu cheguei aos 31 anos, quando eu parei de beber, fui cuidar dos meus filhos e voltei a estudar na Escola Técnica aos 44 anos. Teve um momento que eu estudei com meus filhos, na mesma escola. Terminei a Escola Técnica aos 47, aos 48 fiz o curso de direito, depois fiz uma pós-graduação e tô aqui vivo”, relatou o convidado. “Para se vencer na vida não é só querer, é ter determinação”, concluiu.

O consultor Otto Benard fez uma análise desses personagens. “Fenômeno é fenômeno em qualquer lugar. São pessoas que não têm um padrão normal”, disse, destacando que a motivação e o esforço são elementos fundamentais.

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