DINHEIRO PÚBLICO

Prefeitura de Camaragibe rebate informações da Operação Black List

Ação da Polícia Federal apura desvio de R$ 100 milhões na compra de remédios

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Publicado em 06/07/2016 às 7:28
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A Prefeitura de Camaragibe, alvo da Operação Black List da Polícia Federal, rebateu nessa terça-feira (5) as denúncias de desvio de dinheiro público e superfaturamento na compra de medicamentos. Em 3,5 anos, a gestão de Jorge Alexandre (PSDB) teria movimentado cerca de R$ 10 milhões na compra de remédios.

Em nota, a Prefeitura de Camaragibe diz que as acusações de desvio de dinheiro são completamente inverídicas. O prefeito esclarece que os negócios foram efetuados com empresas que operam de fato no setor.

Jorge Alexandre não acredita que a Operação Black List irá manchar a imagem junto ao povo de Camaragibe. O secretário de Finanças do Município, Emanuel Martins Santos, prestou esclarecimentos na sede da Polícia Federal no Recife:

Uma das empresas alvo da Operação List Black é a Drogafonte que trabalha com medicamentos e material hospitalar. Em nota, os sócios da empresa apoiam a investigação da Polícia Federal e dispostos a colaborar sempre.

Na casa do prefeito Jorge Alexandre também foram apreendidas duas armas, três aparelhos celulares e um contrato. O advogado do gestor público Amaro Alves explica que o prefeito já foi empresário do ramo, mas que não existe qualquer tipo irregularidade nos contratos.

BLACK LIST

A Black List, que significa em português lista negra, foi autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O desembargador Rubens Canuto, porém, determinou segredo de justiça, impedindo o acesso da imprensa ao processo.

Foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão em residências, escritórios e na sede da Prefeitura de Camaragibe. As equipes estiveram inclusive na casa do prefeito Jorge Alexandre (PSDB), na do Secretário de Finanças, Emanuel Martins Santos, e em imóveis de empresários do ramo do comércio de medicamentos na Região Metropolitana do Recife. Técnicos da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) vão ficar responsáveis por rastrear os produtos a partir dos fabricantes.

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