VIOLÊNCIA

Delegada estranha conduta em caso de assaltante morto em ambulância

Luan Alípio foi baleado durante tentativa de assaltado a uma pizzaria. No caminho para o hospital, homens encapuzados interceptaram o veículo e o mataram

Rádio Jornal
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Publicado em 21/07/2016 às 7:26
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Homens encapuzados interceptaram ambulância
Foto: Thales Siqueira/ Rádio Jornal

Uma tentativa de assalto a uma pizzaria no bairro do Ipsep, na Zona Sul do Recife, na noite dessa quarta-feira (20), deixou um policial militar ferido e um suspeito morto, assassinado dentro de uma ambulância do Corpo de Bombeiros que fazia o seu socorro.

O corpo de Luan Alípio Ramos da Silva, de 19 anos, está no Instituto de Medicina Legal (IML), em Santo Amaro, à espera de familiares para identificação e liberação.

O soldado do 6º Batalhão de Polícia Militar, Rosinaldo Bezerra da Silva, de 31 anos, jantava com a família na noite dessa quarta-feira (20) quando dois homens invadiram a Buonna Pizza, na Rua Potengy, no Ipsep, na Zona Sul do Recife, e anunciaram o assalto.

Rosinaldo reagiu a investida e no tiroteio conseguiu balear um dos assaltantes mas acabou sendo atingido. O policial, com ferimentos na cabeça, tórax e numa das pernas, foi socorrido até o Hospital da Restauração.

Um dos assaltantes, identificado somente como Lucas ou Luquinha fugiu na moto, deixando o comparsa ferido. Luan Alípio Ramos da Silva foi levado inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira e depois para o HGV, no Cordeiro.

Luan foi morto dentro da ambulância

O soldado do 6º Batalhão foi submetido a cirurgia no Hospital da Restauração (HR) e não corre risco de morte. Já Luan Alípio Ramos da Silva não chegou ao Hospital Getúlio Vargas (HGV), pois a ambulância foi interceptada pelo caminho.

Quatro homens encapuzados num carro branco trancaram o veículo em plena Avenida Caxangá, na Zona Oeste do Recife.

O tenente do 6º BPM da Polícia Militar, Charles Martins, explica que o assalto à pizzaria não foi consumado:

Os suspeitos de matar o suspeito renderam o motorista, a socorrista e o médico e executaram o rapaz com tiros de grosso calibre. A viatura do Corpo de Bombeiros estava sem escolta policial.

A delegada Vilaneida Aguiar, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estranha certas posturas. "O médico se recusou a sair com a escolta da Polícia Militar", disse a delegada, informando que a ambulância saiu sem esperar as viaturas. "Eu nunca vi um caso como esse. A polícia sempre tem esse cuidado na escolta", contou. Ouça:

O médico da UPA da Imbiribeira que não teve o nome revelado prestou depoimento no DHPP, localizado no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.

Vanja Coelho, perita do Instituto de Criminalística (IC), afirma que os assassinos não tiveram a menor piedade:

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