SUSPEITO DE ASSALTO

Mãe de rapaz executado em ambulância não acionará o Estado

Luan Alípio foi executado dentro de veículo no momento em que recebia socorro após participar de uma tentativa de assalto no Ipsep e ser baleado

Rádio Jornal
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Publicado em 22/07/2016 às 6:07
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Luan Alípio, de 19 anos, morto dentro de ambulância
Foto: Reprodução/ Facebook

A mãe do rapaz executado dentro da ambulância do Corpo de Bombeiros disse que não vai acionar o Estado na Justiça. Nas redes sociais, Luan Alípio Ramos, de 19 anos, demonstrava ser descolado e repleto de frases de efeito. Entretanto, familiares revelam que o jovem não trabalhava, nem estudava e tinha como costume viver na rua com os amigos.

Ele foi executado com tiros na cabeça dentro de uma viatura do Corpo de Bombeiros na Avenida Caxangá, nas imediações do viaduto.

Os parentes não acreditam que Luan Alípio Ramos tenha envolvimento com assaltos ou tráfico de drogas. A mãe do rapaz diz que educou o filho com dificuldade, mas sempre no caminho correto do bem.

Resignada com o desfecho trágico, ela não quer saber quem praticou o crime nem responsabilizar o Estado.

A dona de casa Dione Maria tenta inocentar o filho que não teve como escapar dos homens encapuzados:

Ambulância passou por perícia nessa quinta-feira
Foto: Rafael Carneiro/ Rádio Jornal

O secretário estadual de Defesa Social considera a execução dentro da ambulância um caso extremamente grave. Alessandro Carvalho afirmou em entrevista coletiva nessa quinta-feira (21) que a tolerância será zero:

A SDS designou o delegado Paulo Furtado, do DHPP, para elucidar o assassinato de Luan Alípio Ramos. Cinco pessoas já prestaram depoimento, entre elas o médico da UPA da Imbiribeira que dispensou a escolta policial.

Na perícia, na manhã dessa quinta, foram encontradas pelo menos três digitais na ambulância do Corpo de Bombeiros, que abriu sindicância interna já que exceto o médico e o paciente, todos eram da corporação.

O delegado adota cautela quando questionado sobre a morte de Luan Alípio Ramos e um grupo de extermínio.

Paulo Furtado afirma quais são as estratégias para elucidar o homicídio e responsabilizar os culpados:

E o adolescente que participou do assalto que resultou no PM ferido e comparsa morto prestou depoimento e foi liberado pela polícia. O garoto de 17 anos foi encontrado numa residência na Ilha de Itamaracá a partir das informações de uma tia.

Ele mora em outra localidade e chega a ser vizinho de Luan Alípio Ramos, executado no interior de uma ambulância.

O adolescente admite que a ação na pizzaria no bairro do Ipsep, no Recife, anteontem, foi a primeira empreitada criminosa dele. Depois de prestar depoimento, o garoto foi liberado sob o argumento de falta de provas para o flagrante.

Os parentes estavam decepcionados com o jovem que é de família evangélica, embora mantinha amizades com “gente errada”. A participação de uma terceira pessoa na investida na pizzaria está sendo descartada pelos investigadores.

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